A mercê da luz branca que explode meus olhos
dentro da construção, leio poemas de 1928
saudades daquela época que eu não vivi
meus pensamentos são vultos sem sombras ou asas
as palavras me fogem pelas orelhas

Eu não sinto muito por qualquer coisa
sigo distante de qualquer passado
pensar no velho erro é um prato de cianureto

A sequencia dos dias é sinal de que tudo esta certo
a chuva é um colírio o sol é uma punição
mas as estações
são a certeza
de que tudo
muda

Os poemas de 1928,são melhores dos que os atuais
a ignorância ainda é uma liberdade não declarada
tudo é
o que se encaminhou
ser
nada mais do que negação

A realidade é um quadro pintado por um deus sem criatividade
mas ninguém nunca se importou
pensar

 

Texto de: Vinícius Prestes Antipoeta )

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