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CAPITULO NOVE

O demônio com cara de galã, vendo aquela cena de seus fiéis escudeiros despedaçados e o mortal Sombra Negra dançando a Macarena em sua cara, começou a bater palmas.

– Parabéns pistoleiro. Realmente você me surpreendeu, fazia tempo que não me divertia tanto com um reles mortal idiota. Mas infelizmente sua sorte vai acabar agora seu humano patético. Vou acabar com você, e quando o fizer, será meu escravo para toda eternidade.

– Errou feio seu demônio de araque. Sombra Negra e muita mais que um reles mortal. Mas como você havia falado, quer me fazer de seu escravo. Bom! Não gostei muito da ideia. Mas lhe prometo uma coisa, se eu perder essa batalha, usarei sainha por toda eternidade. Ser derrotado por um demônio bosta como você, seria muita humilhação.

– Chega de papo humano inútil, agora presencie todo o meu poder antes de ser esmagado como um inseto.

O demônio engomadinho começou a ficar vermelho, no mesmo instante os outros dois demônios cuspidores de sangue se fundiram a ele. A porcaria do demônio anão, ficou com mais de três metros de altura. Não parecia em nada o demônio com cara de galã que estava enfrentando. Seu aspecto era de um grande ogro vermelho. Além do demônio engomadinho, ainda havia os dois cães do capeta, que estavam me devendo alguns dentes e uma perna nova. A visão era até legal, um imenso demônio ogro com dois cães de guarda.

É acho que chegou de Macarena por hoje. Tirei a fita de tia Corina que estava em meu rádio, puxei uma fita preta de dentro de minha bolsa e botei o som no último volume. Preciso de uma música um pouco mais inspiradora para acabar com esse demônio de uma vez. “Hells Bells do AC /DC.” Vamos mandar eles para o inferno.

– Pode vim seu demônio veadinho. Vem que vou socar sua cabeça até arranca-la do corpo.

No mesmo instante, os dois cães do capeta, partiram para cima de mim com uma fúria infernal. Dessa vez não darei chances, acionei meu olho ciclope para prever movimentos, apertei bem minhas soqueiras relâmpagos, agora o bicho vai pegar.

Parti para cima deles na velocidade de um raio. O primeiro cão tentou abocanhar meu pescoço, numa fração de segundos sai para lado e desferi um soco de direita em sua cabeça que pude ver seu crânio esmagar em meu punho. Outro cão veio em meu encontro cuspindo fogo, consegui superar o vácuo entre sua boca e fogo que cuspia e dei um dos socos mais fortes que já acertei em alguém em toda a minha vida. Um direto no meio da cabeça. A cabeça do cão entrou para dentro de seu corpo praticamente explodindo suas entranhas, um cena fantástica, pena que não haveria tempo para desenhar sobre isso. Voltei minha atenção para outro cão que se encontrava caído e meio tonto devido a porrada que havia lhe dado anteriormente. Disparei em sua direção como um bala de canhão, e quando cheguei bem próximo saltei do chão uns dois metros, e cai com um soco de cima para baixo bem no meio da cabeça do cão. A força foi tão grande que o chão chegou tremer e a cabeça do mesmo virou bosta instantaneamente.

Passei um rolo compressor na cabeça do cãozinho do capeta. Isso que acontece quando se mexe com “O Mortal Sombra Negra.”

Virei me em direção ao que restou, agora o demônio ogro engomadinho. Sua cara não era das melhores, afinal tinha transformado em bosta seus animaizinhos de estimação.

– Agora só sobrou eu e você demoniozinho. Está perto de eu arrancar sua cabeça e meter no pau na tua orelha, filho da puta!

Nem bem terminei de falar, o demônio engomadinho partiu para cima de mim com uma fúria impressionante. Quando tentei me desviar, recebi um soco direto no estômago. A porrada foi tão forte que acabei voando uns dez metros para trás. Quando consegui parar, cuspi um jato de sangue. Devo ter quebrado o resto das costelas…

– Sombra Negra, ninguém me fez chegar tão longe em uma batalha como você. Dessa vez não vou usar poder. Vou esmaga ló com minhas próprias mãos, e depois vou servi-lo de jantar para os meus escravos.

Falou o demônio ogro com uma voz bem diferente da qual estava antes quando era o demônio engomadinho.

– Já que você quer assim, também não usarei meus poderes, seria muita fácil acabar com você com eles. Vamos resolver isso na mão mesmo.

Tirei minha capa, minha bolsa a tiracolo, minhas armas e joguei tudo no chão. Estralei meus dedos, firmei as soqueiras em minhas mãos, e parti para cima do demônio ogro, que da mesma forma veio em meu encontro.

Quando estava prestes a entrar em rota de colisão com mesmo, desviei de um soco dele, que certamente arrancaria minha cabeça, no mesmo instante, dei lhe um soco de baixo para cima em seu queixo que quase tirei lhe do chão. Quando ele pensou reagir, acertei um cruzado de esquerda que lhe fez andar para trás cambaleando. Sem perder tempo pulei sobre o mesmo jogando meus joelhos em seu peito, e o fazendo cair de costas no chão, causando um tremor de terra. Comecei a socar sua cabeça com tanta força que parecia sair faíscas de minhas mãos quando atingia o seu crânio. Em poucos segundos a cabeça do demônio virou patê. A batalha estava finalizada, parei de socar sua cabeça e observei o belo trabalho que havia feito. Uma verdadeira obra de arte. A cabeça de um demônio poderoso, explodida igual melancia no chão. Pena que não poderia cumprir minha promessa de meter o pau nela.

Sai de cima daquele imenso demônio ogro, seu corpo ainda pulava em espasmos. Lá do seus pedaços de cabeça espalhados pelo chão escutei uma voz:

– Não pode ser, derrotado por um mortal. Não entendo como meu pai permitiu.

– Olha aqui o melancia explodida, eu sou muito mais que o simples mortal, sou O Mortal Sombra Negra, o pistoleiro mais temido desse universo. E outra coisa, você e tão ruim, que não vou nem roubar um pouco de seus poderes, para não ter um demônio bosta junto comigo. Vou te mandar para inferno mesmo que é o seu lugar.

Peguei minha bolsa, arranquei de dentro um velho pergaminho, joguei o mesmo no chão. Arranquei cruz que pendurada em meu pescoço, apertei ela com muita força em minha mão até sair algumas gotas de sangue e coloquei a mão aberta com a cruz em cima do pergaminho manchado do meu sangue. Tirei meu chapéu com outra mão, olhei para o céu e pedi a permissão do criador para efetuar o ritual dos quatro pontos…