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CAPITULO OITO

Fazia algum tempo que não era necessário, “O Grande Sombra Negra,” demonstrar suas habilidades secretas. Mas vejo que chegou o momento, preciso acabar com esse duelo logo, ou o velhote morre…

Não achei que iria chegar a esse ponto, vou ter que usar minhas soqueiras que ganhei do Deus Relâmpago na Batalha dos Trovões. Com minha mão esquerda dei uma leve esfregada em meu olho Ciclope, uso ele só quando as coisas estão feias de verdade. Conquistei esse olho, arrancando do próprio Deus Ciclope na Batalha dos Sete Deuses Caídos.

– Vamos lá seu demônio engomadinho, pode vim que agora o bicho vai pega para seu lado, seu bosta!

O demônio apenas acenou com a cabeça, e os dois demônios de tentáculos, mais os dois do fogo, partiram para cima de mim com uma fúria infernal. Por mais rápido que eles tivessem, eu com meu poderoso olho ciclope poderia prever todos os movimentos dos demônios a tempo de me defender e atacar. Era em uma fração de segundos, mas que na batalha, fazia diferença…

Os quatro demônios tentavam me cercar, poderosos tentáculos eram jogados para me partir ao meio, juntamente com ondas de fogo do inferno poderosíssimas. Desviei de todos os golpes, agora era minha vez de atacar. Abri bem meus braços com as duas soqueiras do Deus Relâmpago, e comecei a girar meu corpo em uma velocidade absurda, gerando um furacão em volta de mim. Os demônios ficaram petrificados, não acreditavam no que estavam presenciando.

Girei por alguns minutos, até atingir a máxima potência, de súbito parei e joguei aquele furacão contra os quatro demônios que permaneciam parados sem saber o que fazer. O furacão pegou em cheio neles, fazendo os voar do chão e circular no mesmo sentido dele. Era uma bela cena, ver quatro demônios fodões girando igual carrossel de criança. Mais que rápido para não perder o costume, peguei meu caderninho de desenhos, e desenhei quatro demônios voando cada um em um cavalinho de carrossel, dois comendo algodão doce e os outros dois lambendo sorvete. Dessa vez, até eu mesmo tive que bater palmas, que desenho espetacular, vou fazer um quadro com ele depois que acabar com todos os demônios.

Por enquanto vamos voltar atenção a batalha, os quatro demônios giravam mais que peão em cima de um touro bravo. Vamos acabar com eles logo então. Abri bem meus braços, apertei bem as duas soqueiras em minhas mãos, e com uma força descomunal e um movimento rápido juntei as duas batendo uma na outra em direção ao furacão de demônios. Consegui despertar uma onda de choque tão grande capaz de gerar um terremoto. A onde deslocou em uma velocidade de um raio e atingiu em cheio os quatro demônios envolvidos no furacão.

Eu mesmo, “O Grande Sombra Negra,” não acreditava não que estava vendo, não existia mais quatro demônios, e sim apenas pedaços de tentáculos voando com cabeças cuspindo fogo neles mesmos, que visão fantástica. O furacão durou mais alguns minutos até os pedaços de demônios caírem igual bosta seca no chão.

– Toma seu filho da puta, já estou com o pau bem duro aqui para te meter na sua orelha seu demoniozinho galã pigmeu de meia tigela.

A expressão do demônio engomadinho não mudara muito, mas consegui enxergar no fundo de sua alma de demônio bosta, que ele está se cagando de medo do pai Sombra aqui.

– E agora demônio engomadinho, o que vai ser, manda os próximos, vou até dançar aqui para você, talvez facilite sua vida.

Puxei meu radinho toca tudo da mochila, peguei uma fita, onde nela estava escrito, “Os melhores ritmos da Tia Corina,” liguei a todo o volume, e comecei a fazer a coreografia. Que espetáculo, Sombra Negra dançando a Macarena e sambando na cara dos demônios. Por favor comprem seus ingressos, que o show só está começando.