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CAPITULO SETE

O demônio finalmente abriu os olhos, e no mesmo instante uma redoma de energia tomou conta de todo o espaço em que estávamos. Um poder imenso, fazia algum tempo que não enfrentava um demônio tão poderoso. Geralmente os demônios do sub mundo não são tão espertos. Os mais poderosos são os do inferno que é um degrau abaixo do sub mundo. Esse tal de Iris, está superando minhas expectativas.

– E agora futuro cadáver do inferno, Sombra Negra… Essa redoma de energia é intransponível, não poderá pedir ajuda para aquela piada de anjo. Tem algo a dizer antes da sua morte.

– Sim, tenho algo sim. Vou arrancar seus dois olhos com uma colher que tenho em meu bolso para comer sopa.

No mesmo momento o demônio lançou um ataque poderosíssimo de vento, em que acabei voando batendo em um canto da redoma de energia e caindo de cara no chão.

Quando consegui me por de joelhos, para analisar o que poderia fazer, a porcaria do demônio conjurou dois cães do inferno, do tamanho de rinocerontes.

– Puta que pariu em demônio! Tá se superando!

Antes que pudesse falar mais alguma coisa, tive que desviar de um ataque feroz de um dos cães, se não pulo rápido, ele arranca minha cabeça. Nem bem cai no chão, outro cão já estava em meu encalço. Em uma manobra rápida consegui sair para o lado e me desviar de sua mordida. Botei a mão em minha cintura, e percebi que meu laço havia ficado do lado de fora da redoma. Se ao menos tivesse ele, poderia amarrar um dos cães momentaneamente para enfrentar um de cada vez.

Quando percebi, os dois cães estavam me encurralando em um canto da redoma. Não seria fácil acabar com esses cães do inferno. Mas uma coisa era certa, o demônio havia gastado uma grande parte da sua energia conjurando os cães e essa redoma, se conseguisse acabar com os cães pegaria o demônio enfraquecido. Os demônios do sub mundo não possuem poderes ilimitados na terra. Na verdade nem os do inferno, é uma questão de equilíbrio nem Deus e nem o Diabo permitem.

Pensando dessa forma, se acabasse com esses cães do capeta rápido, seria barbada soca a cara desse demônio miserável metido a galã de novela mexicana.

Antes que pudesse pensar em algo novamente, os dois cães me atacaram ao mesmo tempo um por cima e outro por baixo. Eles queriam fazer um sanduiche de Sombra Negra, puta que pariu. Consegui me desviar de um dos ataques pulando e me encolhendo ao máximo para o de cima não arrancar minha cabeça. Ambos passaram zunindo por mim. Quando estava quase no solo, senti uma forte dor na perna direita, um dos cães havia abocanhado minha perna, quando pensei em me defender, ele me puxou com uma violência absurda deu duas batidas fortíssimas comigo no chão e como se eu fosse um boneco de pano me jogou a uma altura de um prédio de uns cinco andares. Puta que pariu que magia braba desse demônio engomadinho.

Antes que pudesse cair no chão o outro cão pulou em minha direção me abocanhou pelo meio do corpo, correu arrastando minha cara no chão por toda redoma e me jogou para outro cão do capeta que me aparou pelo boca, me chacoalhou como se eu fosse um trapo velho e me lançou de novo no espaço. Cai mais podre que uma abóbora madura.

Nem bem bati o meu corpo no solo, um deles me lançou uma bola de chamas pela boca, que acabei aparando um pouco os danos com minha capa. Mesmo assim sofri queimaduras violentas em minhas pernas. Nem bem havia me recuperado do ataque de fogo um dos cães lançou um tentáculo pela boca que me envolveu o corpo inteiro, me espremeu com uma força descomunal, me bateu com violência no solo e lançou me novamente para cima como um ioiô. Quando viajava alguns metros do chão, senti algo negro e viscoso, atingir todo o meu corpo. Quando atingi ao solo com violência, já aguardava o próximo ataque dos cães. O liquido viscoso e escuro que cobria todo meu corpo, era sangue. E quanto mais penetrava em meu corpo, mais queimava, parecia ácido brabo. Sentia um dor quase insuportável. Mal consegui me mexer tamanho o estrago que os cães tinham feito em mim. Quando finalmente com muita dificuldade, depois de minutos, consegui me por de pé, escutei a voz do demônio.

– Olha só, “O Grande Sombra Negra, acabado, aos meus pés. Eu lhe avisei para fugir enquanto havia tempo. Parece que meus mascotes lhe fizeram um grande estrago.

Olhei para o demônio sorrindo e passando a mão em cima daquelas duas aberrações que chamava de mascotes…

Finalmente entendi…

Todos os outros demônios são ele. Ele concentrou seu poder e conjurou seis demônios para atacar a mim e Geisebel. Ele é apenas um demônio muito poderoso. Por esse motivo seus cães possuíam os mesmos poderes dos outros demônios.

– Sombra, Sombra, Sombra. Apesar de tudo, gostei de você. E olha que é raro eu simpatizar com alguém. Como gostei de você de verdade, vou lhe dar uma chance. Se você beijar os meus pés e jurar lealdade eterna, te transformo em um mascote como esses cães aqui e deixo o sobreviver. Acho que é justo, não acha Sombra?

– Há! Há! Há! Você acha que eu, “O Grande Sombra Negra,” vou beijar seus pés e virar mascote de um demônio fuleco igual você.? Tá brincando comigo né?

– Prefiro comer coco de elefante. Até agora só estava de zoeira… Mas você conseguiu despertar minha fúria!  Agora vou arrancar sua cabeça, vou enfiar meu pau dentro do teu ouvido e vou fazer vai e vem, antes mesmo de tu descer lá pro inferno seu miserável. Nem pro submundo eu vou deixar você voltar. Vai direto para inferno onde vai virar mariquinha do capeta.

Senti que expressão do demônio mudou rapidamente, já não havia em seu rosto aquele sorriso de ator de cinema.

– Se é assim que você quer Sombra Negra, que assim seja.

Como num passe de mágica, os outros seis demônios que havia enfrentado junto com Geisebel, surgiram novinhos em folha à frente do demônio galã. Agora além dos cães do capeta, haviam mais seis demônios para eu enfrentar…

Olhei para trás e Geisebel, juntamente com os picolés gigantes não estava entendo mais nada. Os demônios que estavam duelando com os picolés, haviam sumido.

Voltei minha atenção para o meu maior problema. Teria que enfrentar sete demônios e dois cães bombados do inferno, de uma vez só. Mas na verdade eu só precisava matar um, só um que conseguiu conjurar outras oito criaturas monstruosas, mas ‘’O Grande Sombra Negra’’ não gosta de deixar nada inacabado, vou foder com todos esses filhos da puta!

Eu já estava com no mínimo umas quatro costelas quebradas, uns cinco dentes moles e dois perdidos na areia, um nariz estourado, uma perna com fratura exposta, e todo queimado pelo fogo e o sangue ácido dos cães do capeta. Acho que vou ter que apelar, e mostrar para esses demônios do que o eu sou capaz, chega de brincadeiras, o negócio está ficando sério, e se eu não reagir AGORA, eles vão acabar comigo…