CAPITULO CINCO

Mais uma vez peguei meu laço, comecei a gira-lo em uma velocidade absurda. E parti em zig-zag, na direção onde estavam os demônios. O Primeiro ataque que veio foram os tentáculos. Um dos demônios se postou em minha frente e lançou quatro tentáculos de uma só vez. Dessa vez confie em Geisebel e me mantive em rota de colisão com os mesmos. Quando estavam quase me atingindo, surgiram paredes de pedra entre mim e os tentáculos. Quando os tentáculos bateram na parede, começaram a virar pedra, assim como o demônio que os lançou. Virou um estátua. Era a magia do anjo gordo funcionando. Me desviei daquela estátua de pedra e continuei minha corrida em direção aos outros demônios.

O demônio dos tentáculos recuou, mas os dois que cuspiam fogo se botaram um de cada canto da sala me fazendo parar por um instante. Eu sabia que a distância entre o eu e o velhote só seria quebrada com magia. Se não eliminasse aqueles demônios, nunca chegaria até eles.

– E agora anjo gordo? Tem uma mangueira de agua para refrescar esses demônios? Pelo jeito eles adoram queima a rosca…

– Deixa para mim Sombra, vou mandar ajuda agora!

Geisebel puxou de uma mão dois palitos, e jogou em minha direção. Apanhei os palitos no ar. Dois palitos de picolés;

– Que porra é essa Geisebel? Tá pensando em comida ainda caralho?

– Não Sombra, chacoalha eles um pouco!

Fiz o que a bosta do anjo mandou, e para minha surpresa surgiu um picolé de chocolate e outro de morango. Meu olhar para Geisebel já beirava a irá. Já estava quase esquecendo da missão para esganar ele.

– Agora lambe eles Sombra!

– Tá maluco anjo do inferno? Eu preciso de ajuda e tu me manda dois picolés? Eu vou enfiar no teu rabo essas duas merdas que tu me mandou!

– Po! pera aí Sombra! Confia em mim, lambe eles…

Puta que pariu eu prestes a ser cozido por dois demônios cuspidores de fogo do inferno e ainda sim ia ter tempo para lamber picolé. Era demais até para mim, e deveria ter chamado o anão Astolfo para me ajudar, não uma porra de anjo que só pensa em comer.

– Vai lá Sombra! Lambe os picolés e aponta para eles!

– Porra Geisebel! Agora eu sei que tu que me foder!

– Confia em mim Sombra! Nunca te deixei na mão!

– Tá bom porcaria!  Vou lamber esses malditos picolés e vou jogar neles, vai que eles gostem de picolés e me deixem passa…

Peguei os dois picolés, dei uma lambida em cada um, olhei para os demônios que estavam prontos para me torrar. Pensei comigo mesmo e agora ou nunca, sai em disparada aos demônios com um picolé em cada mão. Quando eles cuspiram aquele mar de fogo em minha direção, peguei os dois picolés como se fossem kunais e lancei eles na direção dos demônios. Para minha surpresa, os dois picolés ficaram gigantes, ganharam pés e braços e pararam justamente entre mim e os demônios aparando todo aquele fogo que vinha em minha direção. Não quis elogiar Geisebel, mas dessa vez ele se superou, dois picolés gigantes duelando contra demônios. Enquanto os dois picolés seguravam os demônios de fogo eu seguia rapidamente em direção ao centro do rancho. Precisava arrancar o velhote de lá de qualquer maneira.

Os dois demônios cuspidores de sangue vieram em minha direção como uma flecha. Nunca havia enfrentado demônios cuspidores de sangue. Mas precisava acabar com eles rapidinho. Tinha quase certeza que o tempo do velhote estava acabando, ele continuava atirando a esmo em todas as direções, mas suas forças já se esvaiam. Ele mais parecia um boneco de ventríloquo. Não iria aguentar muito tempo.

Antes que eu me mexesse para atacar os demônios de sangue. Geisebel caiu como um raio em minha frente. Chegou tremer as estruturas.

– Deixa que eu cuido desses dois Sombra! Só tem mais um, vai lá e pega o velhote.

Acenei com a cabeça para Geisebel, e parti em direção ao último demônio. Os demônios cuspidores de sangue jogaram jatos violentíssimos em minha direção, para evitar minha passagem. Geisebel se pôs em frente ao sangue, conjuro duas enormes bolas de chicle que evitaram que o sangue me atingisse, de súbito elas  se transformaram em um enorme coração de sangue com os jatos dos demônios. Geisebel pegou os enormes corações de sangue, atou um barbante nos dois e os corações subiram como balões de gás hélio.

Geisebel se agarrou no balão e sai voando, nem os demônios acreditavam no que viam. Foram acompanhando aquela figura dantesca sendo suspendido por balões em formato de coração. Quando se deram por conta Geisebel caiu como um meteoro em cima dos dois demônios. Chegou tremer a terra, tamanha força que o anjo gordo caiu.

A cratera tinha quase um quilometro. Antes de partir para cima do último demônio, observei Geisebel montado em um demônio cuspidor de fogo dando porrada na cara dele, parecia um lutador de MMA, o outro demônio estava caído em um canto com a língua de fora,  esmagado, fazia parte do chão. Um pouco atrás de Geisebel, um dos picolés gigantes engolindo um dos demônios do fogo e outro picolé dando um mata leão no outro demônio do fogo. Isso já era demais para minha cabeça. Precisava relaxar, antes de atacar o último demônio saquei meu caderninho de desenho, peguei minha caneta ninja, e comecei a desenhar um anjo gordo hibrido  com elefante, montado em um picolé gigante com asas cuspindo fogo pela boca. Puta que pariu atingi o ápice da minha criatividade por hoje.