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CAPITULO VINTE TRÊS

Esse desenho ficou uma obra de arte. O pistoleiro mais foda do universo, enforcando o bosta do Jared com o próprio pau. E na plateia o velhote de cadeira de rodas espacial, junto com meu clone robô rindo e batendo palmas. É velhote. Vou sentir sua falta. Mas fica tranquilo, o língua de sapo teve o que mereceu. Peguei meu desenho e guardei com todo cuidado em minha pasta de arquivos dentro de minha bolsa tiracolo. Faço isso com todos. Algum dia farei uma exposição com eles, e ganharei muito dinheiro. Terá uma multidão atrás de mim suplicando por um autógrafo. As prostitutas gritaram meu nome enquanto bebo uísque e jogo dinheiro fora no pôquer. Serei um astro. Sombra Negra, o mestre dos desenhos. Porra! Vai ser muito foda.

Mas antes que isso aconteça, preciso pegar o merda do Hogar e arrancar sua cabeça. Depois dessa missão, vou tirar umas férias. Da uma surfada no mediterrâneo talvez. Ver uns rabos em alguma dessas praias lotadas de deusas. Beber até cair, é isso que preciso. Umas boas férias somente para relaxar. Sem missão nenhuma. Sem malditos demônios e pistoleiros do capeta. Só eu minha garrafa de uísque, e meus óculos escuros para poder observar aqueles corpos esculturais rebolando bem ao alcance de meu nariz.

Por enquanto vou concentrar me, em terminar minha missão. Andei em meio aos destroços onde havia caído a cadeira espacial do velhote, e notei uma luz que se destacava em meio a todo aquele caos. Quando cheguei próximo, era ela mesma. A caixa calabouço dos cavalheiros do apocalipse. Havia tapeado os mesmos com uma réplica idêntica feita pelo anjo gordo. Sabia que a farsa não iria durar muito tempo, e logo eles estariam no meu encalço. Por isso teria que achar Hogar antes, e elimina lo logo. Ai depois poderia brincar um pouco com os cavalheiros do apocalipse. Afinal também tinha um trato com eles. E mesmo eles sendo um bando de mercenários filhos da putas, não quebraria meu trato com Mortor. Na hora certa iria ter que cumprir. Mas isso não era um problema pelo menos por hora. Eu precisava me curar rápido de minhas feridas e segui viagem na trilha de Hogar.

Quando retornei ao lugar onde havia enforcado Jared. Os corvos do capeta já estavam devorando sua carcaça. Que visão desgraçada. Um bando de corvo estraçalhando o crânio de Jared.

O meu problema agora era conseguir me curar rápido. Com o poder que me restara do olho ciclope só conseguiria invocar mais uma vez o anjo balofo. Iria usar toda a energia que restara nele para isso. Se o precisasse para uma eventual batalha mais sinistra, não iria poder contar com o mesmo. Só conseguiria recuperar sua energia no planeta dos trovões ou no inferno. Teria ainda a possibilidade de sugar o poder de algum ser poderoso que viesse a derrotar. O problema é que ainda não sabia como fazer. Não faz muito que consegui o tal olho derrotando o Deus Ciclope no planeta dos trovões. Ainda não atingira o máximo de seu potencial em meu corpo. Havia formas de poder nele que ainda nem sonhara. Sacrifiquei minha alma para vencer o Deus Ciclope. Mas isso já é outra história.

Puxei o pergaminho que Mortor havia me dado de minha bolsa a tiracolo. Verifiquei as coordenadas no encalço de Hogar. Estaria a uns dois dias de distância do mesmo. Se conseguisse um meio de transporte razoável, em um dia e meio talvez poderia alcança lo.

É hora de agir. Arranquei uma folha de papel de meu caderno. Fiz um origami de um pássaro com ela. Desenhei o símbolo do Deus trovão em uma asa e nome do anjo gordo na outra. E a joguei no ar. Concentrei o que me restava de poder, e o projetei todo no pássaro. Ele voou ao meu redor por um tempo e parou alguns metros de distância de mim. Logo a porcaria de pássaro começou a tremer, e uma imensa explosão de fumaça tomou conta da atmosfera.

Puta que pariu…Não acreditava no que estava vendo. Meus olhos só podiam estar me pregando uma peça.

Texto de: Mauricio Prestes

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