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CAPITULO DEZOITO

 

Acertei a mira, e comecei a despejar chumbo nas piranhas voadoras. A mira era tão boa que na primeira passada arranquei a cabeça de uma delas. A outra vagabunda voadora começou a cuspir bolas de fogo em nossa traseira. Uma delas passou lambendo meu chapéu, chegou a chamuscar minha aba.

– Vamos lá velhote. Dirige direito essa joça espacial e despista logo essas vagabundas, se não elas vão torrar nossos traseiros fácil.

– Mete chumbo nelas pistoleiro. Derruba essas vadias logo.

– Estou tentando, é que as vagabundas são rápidas e conseguem sair de minha linha de tiro…

A bruxa que nos seguia, deslocava em uma velocidade impressionante. A cada pouco chegava mais perto de nossa cadeira especial. A danada cuspia bolas de fogo uma atrás da outra. A nossa sorte que o velhote pilotava muito bem e conseguia desviar de todas. Em uma das manobras para desviar de uma das bolas de fogo, acabei caindo da cadeira e ficando pendurado só por uma das mãos.

– Pega leva velhote…Que me ferra de vez.

– Se segura ai pistoleiro…Que já vou lhe ajudar.

O velhote diminuiu a velocidade para conseguir me dar a mão para voltar a cadeira voadora. Nesse tempo a bruxa cuspidora de fogo já estava quase nos alcançando. Quando pensei em me recompor a piranha pula na cadeira e agarra meu pescoço. Seu rosto era horrível, parecia mais um peixe demônio cheio de dentes afiados. A piranha tentava me morder enquanto eu tentava me livrar dela.

– Abaixa a cabeça pistoleiro. – Falou o velhote dando um tiro de calibre dose bem nas fuças da vagabunda lhe arrancando a cabeça fora.

– Puta que pariu velhote que tiro hein…

– Isso ai pistoleiro…Mostramos para essas piranhas quem manda…

– Bruxa dragão é o caralho…Quem manda nessa porra e nois velhote.

Eu e velhote começamos a dançar e cantar em cima da cadeira espacial. Afinal duas piranhas voadoras sem cabeça. Antes mesmo que pudéssemos comemorar, uma legião de bruxas cuspidoras de fogo alinhou em nosso encalço.

– Puta que pariu velhote. Derrubamos duas, surgiu trinta…

– Meta bala nelas pistoleiro…Aciona o botão em baixo da mira das metralhadoras.

Apertei um botão vermelho abaixo da mira de uma das metralhadoras, e instantaneamente surgiu um cordão de foguetes.

– Porra velhote. Agora tirei o chapéu para você…Deixa para mim que vou taca esses foguetes no rabo delas.

Alinhei a mira mais uma vez, e comecei atirar. Uma a uma fui derrubando as vagabundas. Disparei todos os foguetes e consegui acabar com uma dúzia das piranhas voadoras. Ainda havia uma meia dúzia delas atrás de nós. Voltei a mira da metralhadora e apertei no botão, agora eram poucas para derrubar, para minha surpresa nada de atirar.

– Porra velhote…essas metralhadoras enguiçaram…Como vou derrubar as piranhas agora?

– Deve ter acabado a munição pistoleiro…Não tem como botar um caminhão de bala em uma cadeira de rodas…Você é ou não é pistoleiro? Pega minha doze e derruba essas vacas voadoras de uma vez.

– Da essa espingarda para cá, que vou arrancar as cabeças dessas piranhas no baletão mesmo.

Peguei a espingarda calibre doze do velhote, mirei bem em uma das bruxas e pinba, era um tiro e um tombo. Arranquei a cabeça de três das piranhas voadoras fácil.

– Acabou a munição velhote…Me lança mais chumbo…

– Na parte traseira esquerda da cadeira tem cartuchos ainda…Pega lá e derruba essas ultimas piranhas que faltam.

Quando abaixei para pegar mais munição, senti um jato queimando minhas mãos. Era uma das bruxas voadoras que havia cuspido ácido na espingarda que derreteu quase que instantaneamente.

– Porra! Essas vagabundas voadoras já estão me irritando. Vou parar de brincar e acabar com elas de uma vez.

Quando pensei em sacar minhas pistolas para terminar com a farra. Só consegui escutar uma explosão. Quando dei por si estava voando e caindo no ar junto com os pedaços da cadeira voadora. Lá vou eu me espatifar de novo no chão.

Caia mais rápido que uma bala. Puta que pariu cadê o velhote, pensava enquanto estava prestes a me arrebentar no chão. Que porra de raio que nos atingiu e acabou com a cadeira de rodas espacial do velhote? Tenho quase certeza que não foi as piranhas voadoras. Se minha intuição estiver certa, não estamos sozinhos, e o que está nos esperando lá embaixo, e muito mais embasado que as bruxas dragões.

 

Texto de: Mauricio Prestes

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