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CAPITULO DEZESSETE

Mortor puxou um pergaminho do bolso, e jogou em minha direção. Antes mesmo que caísse ao chão, aparei o no ar com a mão direita. Abri o pergaminho vagarosamente, e nele estava escrito em letras grandes o nome de alguém a ser eliminado. Li atentamente e olhei para Mortor que observava me com cuidado.

– Eae pistoleiro. Aceita o acordo ou não? – Perguntou Mortor com uma voz astuta.

No mesmo instante, peguei a caixa calabouço e joguei em direção a Mortor que também a pegou no ar.

– Acordo aceito cavalheiro do apocalipse. – Disse eu com uma expressão séria

O velhote armeiro olhava me como se não tivesse entendo nada. Os demais cavalheiros do apocalipse desfizeram o cerco ao nosso redor, e se posicionaram ao lado de Mortor que disse:

– Que assim seja então pistoleiro…Nos veremos em breve.

Mortor empinou seu cavalo, e fez uma reverência com seu chapéu. Em instantes os cavalheiros do apocalipse haviam sumido na escuridão da noite. Olhei o pergaminho em minhas mãos, além do nome a ser eliminado, agora possuía as coordenadas exatas da trilha de Hogar. Pela distância estipulada, estaria somente a uns dois dias atrás de seu encalço. Peguei o pergaminho enrolei e botei em minha bolsa de armamentos. O velhote ainda sem entender nada, falou:

– O que houve pistoleiro? Qual o trato que você fez com aqueles cavalheiros do satã?

– Fica tranquilo velhote. O trato já está feito. Livrei nossa pele, não livrei?

– Dos cavalheiros sim. Mas dá uma olhadinha para sua retaguarda pistoleiro.

Quando virei me para observar do que o velhote estava falando, realmente ainda estávamos encrencados. A multidão que estava em nosso encalço anteriormente aos cavalheiros do apocalipse, permaneciam imóveis a poucos metros de distância minha e do velho armeiro.

– Puta que pariu velhote. Você é azarado pra caramba. Me livrei dos cavalheiros do apocalipse, e ainda tem essa galera querendo nosso coro. Faça alguma coisa agora, se vira que estou cansado de salvar sua pele.

– Acho que não vou precisar pistoleiro. Olha lá no céu atrás da multidão.

Espremi os olhos para enxergar algo no céu atrás de toda aquela galera que queria nos matar, e realmente havia algo estranho. Várias luzes no céu parecendo mais bolas do fogo e deslocavam e altíssima velocidade em nossa direção.

– Porra! Que merda são aquelas velhote?

– São bruxas… Mais que bruxas. São canibais e cospem fogo pela boca…

Antes mesmo que eu pudesse falar algo, um sujeito no meio da multidão, gritou…

“Fujam todos, são as bruxas dragões.”

– Que sacanagem é essa de bruxas dragões velhote?

– Acho que agora não é o melhor momento para te explicar pistoleiro. Suba na cadeira e vamos fugir daqui logo.

– Porra velhote! Mas essa sua cadeira enguiçada.

– Vamos pistoleiro suba agora…

Mesmo hesitando um pouco, subi na porcaria da cadeira de rodas espacial. O velhote puxou uma alavanca, e dois foguetes surgiram do nada. A cadeira levantou voou do chão e partiu como um raio no mesmo momento em que fogo das bruxas dragões cruzavam nossas cabeças.

– Que sacanagem é essa velhote? Essa sua cadeira não tinha quebrado?

– Foguetes auxiliares de emergência. Quando pifam os principais eu aciono estes.

– O que! Puta que pariu seu velho miserável. Quase fomos escalpelados vivos, e você vem me falar agora que possuía foguetes de emergência. Só não te bato agora porque temos que fugir dessas porcarias de bruxas. Mas juro que vou lhe socar a cara quando estivermos seguros.

– Calma pistoleiro. Se tivesse acionando antes, não teríamos como fugir das bruxas agora. E certamente iriamos dar muita porrada naquela turma toda. – Falou o velhote dando uma enorme gargalhada e fazendo uma curva para esquerda quase me derrubando da cadeira de rodas espacial.

– Vai devagar ai piloto. Que me ferra né. – Falei para velhote em quanto me recompunha na traseira do transporte espacial mais pirado que já tinha visto.

– Não tem como ir devagar pistoleiro. Essas bruxas são muito rápidas, precisamos despista las.

-Se essa é a intenção velhote. Senta o chulé nessa cadeira que tem duas em nosso encalço.

Olhei para trás, havia duas bruxas cuspindo fogo em nossa direção. Mais atrás ainda, a multidão que nos seguia agora corria desesperada pedindo socorro. Alguns já estavam sendo devorados no ar pelas malditas bruxas.

– Não vai ter jeito não velhote. Vou ter que atirar nessas prostitutas voadoras.

– Você quer atirar pistoleiro? Então só espera um pouquinho.

O velhote acionou um botão lateral da cadeira de rodas espacial, e surgiram na traseiras da mesma duas enormes metralhadoras com mira e tudo.

– Vai lá pistoleiro…Agora derruba essas vagabundas voadoras.

As metralhadoras possuíam dois gatilhos que mais pareciam controles de vídeo games. Puxei os mesmos para o meu lado, a mira era perfeita. Pensei comigo, puta que pariu, essa cadeira de rodas espacial e muito mais foda do que eu pensava.

– Deixa comigo velhote. Essas piranhas agora vão comer chumbo…

 

 

 

Texto de: Mauricio Prestes

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