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CAPITULO DEZESSEIS

 A multidão aproximava se de maneira frenética. Com certeza havia uns cinquenta no mínimo em nosso encalço. A cadeira do velhote estava pifada. Não haveria jeito. Teríamos que enfrenta los. E com toda certeza não seria moleza bater em toda aquela galera.

– Eae velhote pronto para mais uma briga?

– Eu nasci pronto pistoleiro. Vamos chutar o traseiro de todos esses miseráveis.

– Eu pego os vinte da direita, e você pega os vinte que restaram da esquerda. – Falei eu já estralando os dedos.

– Deixa para mim pistoleiro. Meus foguetes de propulsão não estão funcionando, mas tenho muito braço aqui ainda. – Falou o velhote arregaçando as mangas.

A galera se aproximava enfurecida. Meu plano era sacar minhas soqueiras do trovão e sair dando porrada em todo mundo. Já estava prestes a abrir minha bolsa fodastica, quando de súbito aquela multidão parou.

– Ué velhote. Será que conseguimos botar medo neles? Acho que foi essa sua cara feia de maracujá murcho.

– Acho que não foi bem isso pistoleiro. Dá uma olhada para trás. – Falou o velhote apontando para retaguarda.

Quando me virei dei de cara com eles. Sete cavalheiros montados em seus enormes cavalos. Os cavalheiros do apocalipse em carne e osso.

– Bem! Bem! Bem! Quem diria…Sombra Negra…O pistoleiro fracassado mais idiota entre os mundos. – Falou o sujeito que estava centralizado entre os cavalheiro, vestido todo de preto com uma enorme espada vermelha sobre seu cavalo.

– Mortor! É você? Achei que havia desistido dessa vida. A última vez que nos vimos, eu estava socando a sua cara feia. Eae, está usando dentadura nova? – Falei eu em tom deboche.

– É melhor não provocar pistoleiro. Acho que se enfrentássemos aquela multidão, seria melhor do que encara eles. – Falou o velhote com expressão séria.

– O que faz nessa cidade Sombra Negra? Não queremos mercenários rondando por aqui. – Falou Mortor

– Na verdade eu estava cagando lá em casa, ai resolvi dar uma volta para tomar uma cerveja, acabei aqui nesse bar com esse velhote capenga. – Respondi com ironia.

– Parece que o tempo não tirou seu senso de humor Sombra Negra. Vou lhe dar mais uma chance. Responda me, o que está fazendo aqui com o velho armeiro, ou não saíram andando daqui.

– Sem problemas…Temos a cadeira de rodas do velhote. Agora ela está meia preguiçosa, mas costuma ser bem eficiente. – Falei eu dando uma bela gargalhada.

Acabei parando quando percebi que ninguém havia gostado da piada, nem mesmo velhote.

– Me dê um bom motivo Sombra, para não arrancar sua cabeça nesse exato instante. – Falou Mortor balançando a espada vermelha em uma das mãos.

– Sério…Só um você quer? Posso ficar aqui a noite toda. – Falei dando mais uma baita gargalhada e batendo nas costas do velhote.

– Você não tem amor à vida mesmo não é Sombra. Bom sendo assim acho que não tenho outra escolha a não ser te mandar para inferno. – Falou Mortor sacando sua espada vermelha.

Nesse momento os outros cavalheiros nos cercaram, e começaram a andar em círculos a nossa volta.

– Faça alguma coisa pistoleiro. Eles vão acabar com a gente. – Falou o velhote com ar de apavoramento.

– Quais são suas últimas palavras o piada de pistoleiro. – Falou Mortor já elevando sua espada em minha direção.

– Bem minhas últimas palavras se fossem nesse exato momento, seriam prostitutas e cervejas. Mas já que tenho certeza que não serão, quero um trato. – Falei com expressão séria.

– Que tipo de trato os cavalheiros do apocalipse fariam com um idiota como você? – Falou Mortor embainhando sua espada novamente.

– Tenho algo que você quer Mortor. E você tem algo que eu quero.

– E o que seria isso Sombra Negra? – Falou Mortor com ferocidade em seu olhar.

Saquei debaixo de minha capa um objeto dourado luminoso com detalhes vermelhos.

– Então é isso. Está explicado o porquê desse velho decrepito estar andando com você. E o que você quer pistoleiro piada?

– Eu quero a trilha de Hogar.

Nesse momento Mortor o líder dos cavalheiros do apocalipse, desceu de seu cavalo e dirigiu se vagarosamente até mim.

– O que lhe faz pensar que não posso lhe matar e tomar essa caixa de você pistoleiro Sombra Negra. – Falou Mortor há alguns passos de distância de onde estávamos.

– Pela mesma razão que não lhe matei na batalha do submundo. Eu poupei sua vida Mortor. E você sabe que me deve. Mesmo para um merda como você, deve existir um pouco de honra ainda. Além do mais, você sabe que sete cavalheiros não são suficientes para me vencer. – Falei para Mortor já me preparando para o combate.

Mortor o grande líder dos cavalheiros do apocalipse, sabia que mesmo ele com mais seis cavalheiros poderosos, poderiam tombar batalhando contra mim. Já fui um deles, e ele tem noção de o quão difícil seria me enfrentar.

– Está bem. Eu aceito seu trato. Porém tenho uma condição. – Falou Mortor quase em tom teatral.

O trato estava feito. Agora era pagar para ver a condição do líder supremo dos cavalheiros do apocalipse.

Texto de: Mauricio Prestes

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