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CAPITULO DOZE

– Sombra! Nosso papo está muito bom com todo esse negócio de caixa do apocalipse, mas meu tempo está acabando. Preciso voltar. Recarregar as baterias. Você sabe bem Sombra, se eu ficar muito tempo, não consigo voltar mais. – Falou Geisebel se empanturrando de salsichas.

– Tranquilo anjo balofo. Não ajudou muito hoje, mas valeu pelo lanche. Na próxima vou chamar seu irmão Carlitos. – Falei eu, em tom de deboche.

– Pô Sombra! Que falta de consideração a sua… Sempre faço o melhor para você. – Falou Geisebel com ar choroso.

–  Tudo bem anjo gordo. Mas antes de ir embora, preciso de uma coisa. Você consegue fazer uma réplica dessa caixa dos cavalheiros do apocalipse?

– Claro Sombra sem problemas.

– Mas entenda Geisebel, preciso de mais que uma réplica. Quero algo que engane os cavalheiros por um tempo.

– Fica tranquilo Sombra. Por maiores que sejam os poderes dos cavalheiros, eles não iram conseguir diferenciar a caixa que farei. Pelo menos por um certo tempo.

– Está bem então anjo gordo. É isso que eu quero!

Em segundos Geisebel conjurou uma caixa idêntica à usada pelos cavalheiros. Peguei a mesma em minha mão, e realmente não dava para notar diferença alguma.

– Se não necessita mais de meus trabalhos, estou indo Sombra! – Falou Geisebel com uns dez hambúrgueres em seus braços.

– Sem problemas anjo gordo. Pode ir sim. Logo o chamarei de volta.

Com uma pequena explosão de fumaça, e Geisebel prestando uma continência escrota com a mão esquerda, ele saiu de cena desaparecendo instantaneamente.

– Porcaria! Mas que anjo mais esquisito você arrumou hein pistoleiro?– Falou o velhote.

– Realmente ele é estranho, mas cumpre bem a função.

– E agora pistoleiro das sombras. Qual é o seu plano? – Falou o velhote que me olhava fixamente.

– Agora veterano. Eu vou pegar essa caixa falsa aqui, e vou deslocar para cidade. Tenho quase certeza que toparei com os cavalheiros do apocalipse lá. E acho que com essa caixa falsa, posso barganhar alguma coisa.

– Você vai para cidade, Dos Pés Juntos? – Falou o velhote com os olhos arregalados.

– Preciso de informações. Estou no encalço de um ditador chamado Hogar. Tenho quase certeza que ele passou por lá.

– Então é essa sua missão pistoleiro. Você quer a cabeça de Hogar? – Falou o velhote gargalhando.

– O que você está rindo velho? – Falei em tom de desaprovação.

– Não se ofenda pistoleiro. Hogar também passou por aqui, e te garanto que aquele homem da quase dois de você. Cada vez que lembro dele, me dá calafrios. Seus olhos são mais negros que os de um tubarão. Vai ter que contar com muita sorte contra ele pistoleiro. – Falou o velhote que por alguns segundos mantinha uma cara de assustado, mas logo gargalhou novamente.

– Então você tem negócios com Hogar também velhote?

– Sou um prestador de serviços. Atendo qualquer um que me procurar. Mas não se preocupe, Hogar estava só de passagem. Era um concerto rápido de sua lança demoníaca.

– Então o filho da mãe tem uma lança do capeta…

– Realmente é uma lança infernal. Se ela te acertar em uma batalha, o local que ela ferir, ficara negro e irá direto para o inferno. Sem volta pistoleiro.

– Como assim velhote? Me explica melhor isso…

– É uma lança amaldiçoada. Ele roubou de alguma criatura caída. Toma cuidado com ela pistoleiro das sombras. – Falou o velhote saindo de perto da mesa em sua cadeira de rodas e deslocando em direção a um cômodo do rancho.

– Calma ai velhote. Tenho algumas perguntas ainda.

– Por hoje chega pistoleiro. Estou muito cansado, preciso dormir um pouco, parece que faz séculos que não tenho uma boa noite de sono. E, sugiro que faça o mesmo. Vai ter muito trabalho na cidade, “Dos Pés Juntos.”

Observei o velhote indo mansamente, já abrindo a boca de sono. Acho que o velhote está certo. Seria bom dormir um pouco. A batalha havia acabado comigo. Precisava um tempo antes da próxima. Afinal ainda estava todo dolorido.

– Isso mesmo velhote. Vou tirar uma soneca sim, e pelo amanhecer eu desloco para cidade, “Dos Pés Juntos.”

O velho já estava babando, e tão pouco me escutara. Fui para um canto do rancho, deitei próximo a parede, e tapei o rosto com meu chapéu. Algumas horas de sono não farão mal até rolar ação novamente. E tenho certeza que o bicho vai pegar na cidade…

 

Texto de: Mauricio Prestes – facebook.com/profile.php

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