Eu olho pela janela
todos os dias…

As casas e os prédios estão lá
imóveis…

Assim como as árvores,
que pouco respondem
ao toque do vento…

E as pessoas caminham
pelas ruas imundas
onde cachorros e gatos
pombos e ratos
disputam os restos de lixo…

Eu os observo,
seus passos transpiram
agonia e desespero
e a única cor que possuem
é a cor de suas roupas,
a humanidade parece estar morta…

As pessoas não tem mais rosto,
e as que ainda tem
são tristes demais
para sorrir…

Eu acendo um cigarro
e
encho meu copo
com vinho ou uísque
espero o tempo passar
e
quando sinto que devo,

escrevo alguma coisa.

 

Poema de: Vinícius Prestes  – facebook.com/profile.php

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