Uma tarde que vento-a
um cigarro achado, amassado
esfumaçando o cinzeiro molhado
de chuva
um copo cheio d’uísque, sujo de vinho
e uma vista de morte
um pensamento suicida encravando
a carne do peito
escarro o sangue, desfazendo-se em ventania
vagalumes da cidade como morcegos
de sombra
dançam com a nuvem pueril
que corrói o azul do céu
eu brindo com o tempo
que apenas
passa

 

Texto de: Vinícius Prestes Antipoeta )

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