Morre na praia, todo o ardor de um desejo reprimido
Assiste o tempo, mas sem visão, ou sentido qualquer
Entender o que é viver é realmente o que quer?
Pois se for, morrerá como deve, só e mal entendido

A vida segue linha traçada em circulo
Os que tudo entendem de ciclos, não veriam imperfeição numa pedra
O tempo se desprende, a lógica e qualquer regra
Fazendo querer prever, ridículo

E agora? O pobre agora, já passou
E o passado abre, arde e inflama
Danificando cada rastro da sombra que restou

Enquanto o futuro se declama
No verso de um poema nunca escrito
Sem rima, estrutura ou fim, nada bonito
Mas d’aquilo que não existe, nenhum não-louco, reclama

Texto de: Vinícius Prestes Antipoeta )

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