Quando sinto que canso, morro por dentro
apodreço por fora e namoro a tristeza
As mesmas pessoas, a mesma cerveja
a mesma vista, mais pobre, de uma janela virgem de
brisa

Os quadros que falham á qualquer sopro de beleza
a beleza que falha nos sorrisos que não perduram no tempo
a velha alma, de olhar torturante, morta na ilusão
de um amor pago

 

Oh deus, o qual nunca me tentou a crer

 

Meus ombros enferrujam de aflição
o desgosto borbulha-me o sangue
no desuso dos meus dias, me enforca a
agonia

Tudo que é igual é demais para mim
não sou acostumado, a me acostumar
a tranquilidade é a morte dos momentos
que já, que ainda e que hei de deixar
passar

Eu fujo desse mundo obsoleto, fujo da memória repetida,
que me dói a cabeça, que me cansa os olhos, a boca, o corpo,
e a necessidade visceral de
amar

 

Texto de: Vinícius Prestes Antipoeta )

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