A melhor parte de mim,
nunca esteve sóbria

Embebedou-se
de
falso amor

Esvaziou garrafas e dançou
como se soubesse
quebrou o espelho
para se ver
mais bela

Subiu a escada
e
do alto
se jogou
abraçando sua sorte etílica
flertando com a tragédia

E nunca, pensou
arrepender-se
da mais pura
e viva
insanidade

A pior parte de mim
reclama o mundo, a própria dor
e arrependida,
se amarga numa manhã de sol

Vomitando o álcool e as boas memórias
ignorando tudo que não possa ser
tristeza

A pior parte de mim,
escarra as unhas roídas
no pássaro
que pousa na janela

Texto de: Vinícius Prestes Antipoeta )

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