Um costume de alma envelhecida
levanto ás 5
o sol aparece depois do banho
água fria
mas eu sou um cara durão,
eu penso
enquanto meu corpo espasma
mas logo, a pele se acostuma e a alma agradece

As primeiras horas de solitude,
eu me escondo na trilha e
tateio o violão
contemplo sombras
longilíneas, infinitas
escondidas em perspectivas
sinto que por vê-las, faço parte do mundo

Chuva!

Efêmera foi a chuva…

Que à noite caiu
despertando meu melhor sono
efêmera foi mas deixou
rastro

Seu cheiro que sobe ao céu poetar com os pássaros
suas poças que espelham tudo o que
se passa
mas como todo rastro tem vida curta
se desfazem em calmaria

Dormi pelas 2 horas que durou a chuva
não sonhei ou acordei assustado
minha paz é, por hoje, mais leal que
qualquer aflição

Esqueço as incertezas…

Bom dia! Acaso.

Se ouve pensamentos ou lê poesia,
lhe contaria que estou ansioso pela tua
magia

Mas a verdade é que,
até mesmo as ânsias, por hoje,
se perderam…

Bom dia! Acaso.

Texto de: Vinícius Prestes Antipoeta )

Curta a Pulp Stories e não perca nenhum texto!