Sinto nos teus lábios

O gosto do desejo

Sinto o prazer

Em relances de conversas

O querer de noites sem sossego.

Quer algo que compense

Algo que faça, e que seja denso

Tão denso quanto à neblina

Que lá fora cai, sobre a noite

Tuas mãos no meu corpo

Eu nua em teus braços,

O dia amanhece…

Vestígios

De uma noite longa, de desejo e suor,

O dia amanhece…

Fios de cabelos espalhados pela cama

Eu ainda adormecida no teu peito

O dia amanhece…

E nem mesmo, o sol mais vivo, poderá nos acordar tão cedo