Minha cidade sem ruas
de lua fria e de cor, crua
A chuva caíra todos os dias
Como o pranto no velório do encontro

Eu caio do chão ao céu
Minha alma lépida, se perdeu como concha
do mar

Minhas mãos solam o nada,
Aflito
Meu sono, apanha das pálpebras ansiosas,
Incompreendido
O elixir desse estado, já não me desce a garganta

Desencontro,
Ah, o desencontro,
se soubesse o quanto
desola-me a
Alma,
se soubesse, o quanto
tortura-me a
Calma

Não estaríamos aqui, brigando de faca,
num poema sem fim, qualquer

 

Texto de: Vinícius Prestes Antipoeta )

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