Ah, as minhas tardes, sem novidades eu enxergo
O sol toma seu espaço em solidão, ‘’ó céus’’ grita o vento frio e cruel
As obras são eternidades despercebidas, as flores não beijam o mundo
O pinheiro não balança com emoção, os pássaros evitam o lance ao céu
Dias sem a beleza, que um dia, se viu
Poucos cantam, poucos amam, poucos voam os pássaros e
os vizinhos

Não há cor mais triste, que a cinza da alma amarga,
do velho que cospe os arrependimentos, junto do pulmão
na calçada
Não há dor mais pura, que a saudade da pobre viúva
que salga o mundo com suas
lágrimas

A senhorinha assovia nostalgia, para as roupas do seu varal
Os cachorros se estendem ao sol, os gatos como sempre, espiados
Passam os carros, e todo o tipo de gente
Passa o tempo, matando o
presente

O sol se esvai aos poucos, espalhando-se pelas nuvens em brasas
os postes se tomam de luz, e quando céu por fim se apaga
a tarde se finda e a noite se
de(clara)

 

Texto de: Vinícius Prestes Antipoeta )

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