As 6 garrafas, uma terrível dor
tristes passos vagos até a janela do quarto de hotel,
junto à bile um sangue negro cai 16 andares abaixo
na calçada ou na cabeça de algum morto que respira…

Agarrei nos pés da mesa segurei uma das 3 canetas que via,
enchi a folha e quando acordei
só o frio era real, foi só o que pude pensar,
antes de levantar e sentir a realidade se desmanchar…
Como a carne na boca do lobo, como a alma na morte do amor.

Arrastei meu corpo decrépito, até a janela que estava aberta para a morte,
fechei e deixei de sentir, o frio do vento que enfim cessava seu canto.

Me enrolei no tapete.. e da quina do teto desceu a caveira,
perdida na sombra, flutuando suave, a palmos do meu rosto ela disse:
‘’Só depende de você, se dormir morre, se viver sofre, se pensar enlouquece’’
‘’Eu prefiro beber’’ respondi, agarrando-me a garrafa no chão…
Caída como o anjo de luz.

Um fio de vinho, até a última gota,
até o amanhecer improvável,
para a vida e para morte,
para a sorte e para o fim, o meu triste, cruel, justo e alcoólico,
fim.

 

Poema de: Vinícius Prestes – facebook.com/profile.php

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