Peguei o copo de uísque, tomei um gole. Era um uísque ruim, mais parecia mijo de gato.

O bar estava quase vazio, me encontrava sentado próximo ao balcão. Sabia que viriam atrás. Eles sempre vem.

Já estava acostumado, quantos já vieram e tombaram. Gostava muito disso quando era mais novo.

Agora só cumpro tabela. É claro que não vou afrouxar nunca. Pelo menos até eu bater as botas serei pau ferro.

Ajeito meu revolver próximo a cintura. Na verdade ajeito os dois que possuo. Sempre tive facilidade de atirar com as duas mãos.

Já perdi a conta de quantos já mandei para o inferno. Um dia será minha vez. Mas ate lá parceiro, vou mandar bala em qualquer um que vier atrás de mim.

Escuto o barulho fora do bar. Eles estão chegando. Quantos serão dessa vez?

Nunca me assustei com o número. Na verdade quanto mais melhor, fica mais fácil de acertar.

A porta do bar se abre,  entram os sujeitos. Eu estava de costas para a porta, mas consegui ver o reflexo de cinco homens na garrafa de uísque.

– O sujeitinho aí no balcão… Você que é o tal de “Jack Bailarino”?

Antes mesmo que abrissem a boca de novo, de costas saquei meus dois revolveres em um movimento de flexibilidade pura, cruzei-os no meu peito e descarreguei os sem olhar para trás.

Foram cinco corpos caindo sem a mínima chance. Não deu nem graça, apenas munição jogada fora com esses vermes.

– Isso mesmo sou Jack Bailarino, e agora sabem porquê… Meus braços são muito flexíveis, atiro com eles até enrolados um no outro.

– Garçom mais uma garrafa de uísque, espero que essa seja por sua conta…