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CAPÍTULO 2 – FIM

O pequeno público, estava sendo completamente aniquilado pelos palhaços psicopatas. Ao me lado esquerdo um enorme palhaço com uma motosserra, acabara de arrancar um braço de um cara gordinho e careca que gritava mais que porco no abate. Ao meu lado direito, dois palhaços com foices e facões deferindo golpes em uma parte do público que tentava fugir desesperadamente. A minha frente o assistente do palhaço mágico, pega uma máquina que cospe fogo, e sai torrando quem está em sua frente. Porra! Será que é verdade tudo isso? Devo estar sonhando. Que espetáculo louco esta acontecendo bem ao alcance de meus olhos!

Eu continuava ali sentado, tranquilo, comendo minha pipoca e tomando meu uísque. Podia ficar por horas ali. Somente observando aquela carnificina. Quando terminara de dar um longo gole em minha pequena garrafa de uísque, observei que o palhaço mágico aproximava se de mim vagarosamente com o martelo em punhos. Lavado de sangue e miolos do coelho gordo que abatera anteriormente. Caralho! Eu estava até gostando daqueles palhaços, pena que ia te que acabar com eles. Mas como dizia meu velho pai:

“Se for entrar em uma orgia, enfia um saca rolha no rabo.”

Levantei me calmamente, enquanto o palhaço magico aproximava se com uma cara de sádico. Quando chegou a uns dois metros, saquei meu revolver e atirei em seu joelho. A porcaria do palhaço caiu mais podre que um saco de batata. Apontei para seu outro joelho e atirei também. O palhaço urrava de dor. Na mesma hora os outros palhaços que estraçalhavam o restante do público, mantiveram a atenção em mim, que resolvi falar:

– Prestem atenção aqui o cambada de palhaço filho da puta. É hora do show do velho Jack…Vou lhes ensinar o que é mágica de verdade…

Os palhaços vidrados olhando para mim. Peguei o martelo que estava com o palhaço mágico. Gritei:

– EU VOU FAZER ESSE MARTELO AQUI, VIRAR MERDA! PRESTEM ATENÇÃO, NÃO IREI REPETIR O TRUQUE!

Segurei firme o martelo com uma das mãos, e com a outra peguei o pescoço do palhaço que estava caído no chão, gritando de dor, pelos joelhos estourados. Mais forte que pude, deferi um golpe bem dentro do olho do palhaço. O martelo entrou todo para dentro de sua cabeça. Que coisa mais linda de se ver! O palhaço se debatia como um peixe fora da água.

– Viram só senhores… O martelo virou merda…Ha! Ha! Ha!

Os palhaços psicopatas, espumavam de raiva. Antes mesmo que fizessem algo, saquei minha arma a atirei bem no reservatório de combustível que estava as costas do palhaço incinerador. O mesmo virou uma bola de fogo, correndo em círculos no picadeiro até cair torrado no chão. Voltei minha atenção ao palhaço com a serra elétrica, que corria enlouquecido em minha direção. Guardei meu revolver e saquei Margarida.

Margarida era o nome que havia dado para minha calibre doze cano curto de dois tiros.

Margarida era sem dúvida a mais quente de todas. Mirei no palhaço da motosserra, e atirei um pouco abaixo de sua perna, arrancando metade da mesma. O palhaço caiu igual bosta no chão, jogando a motosserra para longe.

Virei me rapidamente, haviam mais dois palhaços que agora não sabiam se corriam ou se investiam contra mim. Mais uma vez Margarida cuspiu fogo e um dos palhaços caiu urrando de dor sem um dos braços. Agora havia somente um palhaço de pé.

– Vou lhe dar uma chance baby…Joga esse facão devagar no chão próximo a mim…

O palhaço não entendia nada, enquanto arrancava os cartuchos e carregava margarida novamente.

– Não irei repetir, e nem darei mais chances. Joga o facão para cá.

O palhaço pegou o facão que se encontrava no braço amputado de seu companheiro, e jogou rasteiro em minha direção. Botei margarida em cima de um dos bancos do espetáculo e peguei o facão.

– Agora vem Baby…Essa é a sua chance.

O palhaço de foice na mão, parecia não querer vir ao meu encontro. Gritei mais uma vez, e finalmente ele partiu para cima de mim como um desesperado. Com sua foice na mão deferiu uma série de golpes visando minha cabeça. Mas o desgraçado era tão ruim que na primeira que eu dei, lhe cortei o pescoço fora.

Larguei o facão no chão, peguei minha garrafa de uísque que ainda tinha um último o gole e a virei com gosto. Haviam ainda dois palhaços vivos que se arrastavam no chão do picadeiro.

-É HORA DO GRAN FINALE! – Gritei com minha voz sádica, jogando a garrafa de uísque em cima da cabeça do palhaço degolado.

Peguei a motosserra caída no chão do circo, liguei a mesma, e cortei os outros dois palhaços em pedaços. Os filhos da putas, rezavam a minha frente, eu só mandando para o inferno. Porra! Nunca havia me divertido tanto em um circo. Ao final do espetáculo, sUava mais que um porco. Havia palhaço para todo lado. O sonho de qualquer criança.

Fui até a pequena mesa onde fora feita a mágica do coelho. Tirei o pano branco que tapava o que sobrara dele. Peguei o coelho com a cabeça estourada, e joguei sobre meus ombros.

– Vamos lá meu amiguinho… Vou te levar embora desse lugar, para não ter pesadelos com todos esses palhaços…Sempre gostei de carne de coelho…

Texto de: Mauricio Prestes

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