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CAPITULO TRÊS – O FIM

Me afastei um pouco da porta apontando a saída, instantaneamente todos os homens da festa viraram veados. O restaurante esvaziou em poucos minutos. Para minha sorte sobrou apenas os quatro filhos do velho Rotters, sua esposa e o próprio velho que me olhava não acreditando no que estava acontecendo.

Um dos filhos gritou:

– O que você quer seu maníaco miserável?

Os outros irmãos tiveram que conte-lo quando tentou partir para cima de mim. Foi quando respondi:

– O que eu quero? Sabe o que eu quero? Eu quero o meu cão de volta. Mas isso nem que o velho Rotters ai junte todas as linguiças do mundo, ele não vai consegui traze-lo para mim.

Um dos filhos do velho Rotters me indagou:

– Você quer dinheiro, nós temos muito dinheiro, podemos lhe dar o que quiser.

Dei uma enorme gargalhada e respondi:

– Eu sei, tenho uma parcela de contribuição na enorme fortuna dos Rotters.

O velho Rotters, me olhou bem no fundo dos meus olhos e disse:

– Você é Jack Higgis, filho de Norman Higgis, meu vizinho que morreu afogado no seu próprio vomito a quase quarenta anos atrás.

Balancei a cabeça positivamente, no mesmo instante que a velha senhora Rotters gritou:

– Vai embora demônio, o que você quer com Edmund, não está vendo que ele está em uma cadeira de rodas.

O choro da senhora Rotters ecoava por todo restaurante.

– Vou dar lhes apenas uma chance, tirem essa velha daqui que eu poupo a vida de vocês. Eu só quero o velho.

Falei apontando para os filhos do velho Rotters. Um deles, que tentara partir para cima quando foi segurado pelos outros gritou novamente:

– Nunca seu desgraçado, nós não vamos abandonar nosso pai!

Olhei para aquele garoto que sem dúvida era o mais jovem dos quatro irmãos. Acendi um cigarro, dei uma bela tragada e disse:

– Serás como eu em breve garoto.

Botei minha calibre doze em cima da mesa, saquei meus dois revolveres e foram três tiros certeiros, um em cada cabeça dos outros três irmãos. Os três quase que caíram instantaneamente, fizeram uma bela sinfonia de cabeças explodidas.

A senhora Rotters desmaiou, o garoto mais jovem parecia não acreditar no que havia presenciado. Aos berros ele dizia:

– Meu Deus por que isso seu filho da mãe, porque meu Deus?

– Olha garoto, você tem ainda a oportunidade de salvar sua mãe, pega essa velha e leve-a daqui, se não, não sobrara nenhum Rotters mais para vir acabar comigo algum dia…

O velho Rotters, ainda estarrecido com a morte dos seus três filhos, gritou para seu filho que sobrou:

– Edmund Rotters Junior, pegue sua mãe e sai daqui agora, você tem que estar vivo para arrancar a cabeça desse assassino desgraçado. Algum dia. É isso que você quer não é seu miserável?

O filho do velho Rotters, resistiu um pouco, mais aos gritos do seu velho pai, pegou sua mãe desmaiada e saiu pela porta gritando:

– Eu vou voltar e arrancar sua cabeça seu filho da mãe, eu vou acabar com você.

Fiz um pequeno aceno de cabeça e dei um leve sorriso para garoto, que olhou bem dentro dos meus olhos, com lagrimas e ira em seu olhar.

– Não se preocupe garoto, um dia você vai me achar, nem que seja no inferno.

O garoto se foi porta afora do restaurante. Agora só restavam eu e o velho Rotters.

– Pode me mata Jack Higgis, filho de Norman Higgis. Sempre desconfiei que você seria uma psicopata, afinal seu pai era.

Falou o velho olhando fixamente para mim.

– Talvez tenha sido a única herança que meu pai me deixou. Eu vou te matar sim seu velho filho da puta. E mais que isso, eu vou tirar de você todos os “Bobs, Tobes, Max, Lobos e Olhos Vivos,” que você tirou de mim e de todas as outras crianças do bairro a quarenta anos atrás.

Soltei meus dois revolveres em cima da mesa, peguei minha faca do “Rambo,” caminhei vagarosamente até o velho Rotters que gritava:

– Me dá um tiro na cabeça desgraçado, me mata rápido seu filho da mãe!

Cheguei bem perto do velho que ainda gritava, tapei sua boca e enfiei a faca em sua barriga em um corte horizontal fundo. Tirei a faca, botei minha mão dentro da barriga aberta do velho que ainda estava vivo e arranquei suas entranhas. Puxei até a alma de dentro do velho e ainda consegui enrolar suas tripas em seu pescoço para poder enforca-lo olhando dentro de seus olhos…

– Está livre, Olho Vivo, pode correr e abanar seu rabo alegremente, que nunca mais esse filho da puta maltratará alguém…

Tirei dos bolsos do velho um maço de dinheiro, caminhei pelo restaurante, achei uma garrafa de uísque Macallan e charutos cubanos, acendi um, dei um gole naquele uísque gourmet e me fui à procura de um puteiro…