Link do capitulo anterior – http://pulpstories.com.br/mauricio-prestes/jack-bailarino-o-cao-olho-vivo/

CAPITULO DOIS

Andei cambaleando até o final da rua no beco onde era o maldito restaurante Rotters. Será a primeira vez em minha vida que entrarei em um restaurante do velho miserável que comprou meu cão para fazer linguiça.

De longe eu avistava dois enormes seguranças na porta do restaurante…

Realmente eles eram dois armários, mais apenas dois. Soltei uma enorme gargalhada, esse velho morrinha filho da mãe contrata apenas dois seguranças para sua festa de aniversário de oitenta anos. O velho Jack só pode estar com muita sorte, deveria ter jogado na loteria, com a liga que estou certamente acertaria.

Dei mais uma gargalhada, e dessa vez os brutamontes notaram, e mantiveram atenção fixa em mim enquanto eu chegava perto à porta do restaurante…

Escondia meu calibre doze em baixo de meu casaco, os grandalhões idiotas não notariam nem se estivesse com ela em cima da minha cabeça, tamanho a arrogância que olhavam para o velho Jack aqui.

Cheguei a alguns passos da porta principal, onde havia uma enorme faixa:

“Edmund Rotters, devemos tudo a você, Parabéns.”

Fiquei por alguns segundos, observando aquela faixa idiota, até que um garçom que mais parecia uma bichinha, saiu de trás dos enormes seguranças e me indagou:

– O senhor poderia me dizer o seu nome na lista por favor?

– Sim, claro brow. Procura ai, senhor, Olho Vivo.

A bichinha me olhou com uma cara de nojo, mas recorreu a lista.

– Senhor, seu nome não se encontra na lista. Talvez esteja na festa errada.

Nesse momento dei um grande arroto, que acordaria os porcos mortos da cozinha do Rotters.

– Olha mais uma vez ai seu veado, eu estou vendo meu nome ai na lista.

– Senhor me desculpe, o seu nome não está na lista, e o senhor está sendo indelicado. Por favor retire se desse local.

Os seguranças já estavam prestes a me guinchar dali, quando falei novamente:

– Calma ai amigos, me desculpem minha falta de educação, é que bebi um pouco e realmente posso estar na festa errada. Mas peço mais uma vez, por favor dá uma olhada na lista que meu nome tem que estar ai.

Os seguranças olharam para bichinha, que fez sinal de aprovação com a cabeça. Na mesma hora eles me largaram. A bichinha falou:

– Tudo bem senhor, vou olhar mais uma vez, mas caso seu nome não esteja na lista, o senhor terá que ir embora.

Fiz um sinal de positivo com a cabeça. A bichinha olhou toda a lista, e balançou a cabeça negativamente dizendo:

– Infelizmente esse nome que o senhor me passou não está na lista, terá que ir embora daqui.

– Mas como não meu amigo, se eu estou vendo o nome daqui.

A bichinha com uma cara incrédula, olhou para mim e olhou para lista novamente, e me indagou:

– Me mostre então senhor onde está vendo esse nome na lista?

– Pois lhe mostrarei, está aqui!

Apontei o dedo para o topo da lista, onde estava escrito, “Parabéns Edmund Rotters,” a bichinha quando botou o olho novamente na lista para onde meu dedo apontava, com a outra mão peguei minha calibre doze e atirei por baixo da lista, arranquei metade da cabeça da bichinha.

Os brutamontes da porta quando viram explodir metade do cérebro daquela bicha miserável em suas roupas, ficaram paralisados. Olhei para ambos, pareciam duas estatuas de gelo. Resolvi quebrar o gelo falando:

– Um de vocês, seus merdas, vai fugir para contar a história e outro vai morrer, vamos lá decidam eu não tenho a noite toda.

Os dois saíram correndo em direção à rua, eu nunca vi dois brutamontes correrem tanto…

Adentrei no restaurante, o pânico já tomava conta dos convidados do velho Rotters. O restaurante era pequeno, mas os desgraçados botaram uma mesa do tamanho de um trem, farta de comida. Os convidados corriam, um tumulto generalizado se instaurava, só não rumavam porta fora, porque eu estava nela com a calibre doze em cima de meu ombro, observando todos e principalmente o velho Rotters que estava ao final na ponta da mesa. Foi quando eu falei:

– Prestem atenção seu bando de merda, que eu vou falar somente uma vez… Quando eu disser vai, mulheres e crianças sairão por essa porta. Somente mulheres e crianças, e pensando bem as bichas podem sair também. Minha cota de bicha morta nessa noite já se esgotou. Quem não for mulher, criança ou veado vai morrer…