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Eram quase oito da noite de uma quarta feira fria para cacete. Não entendo como uma pessoa em sã consciência poderia sair de casa com um clima desses.

Mas como eu não era uma pessoa em sã consciência, eu estava na rua. Era noite do bingo no Cassino da Vó Lucia. Era um dos poucos programas em que me disporá sair de casa em uma noite fria de inverno.

O Cassino da Vó Lucia, era famoso na cidade. Seu bingo era o melhor de todos sem dúvidas. Sem contar com as bebidas, os petiscos deliciosos e os belos shows de teatro no palco. Uma das coisas que eu amava era o teatro. Belos atores encenando uma história triste, as vezes cômica, passando uma realidade que nos tira do dia a dia. Algum dia o velho Jack vai ser um ator de teatro, ou até mesmo um diretor, porque não? Sempre fui um amante da dança…

Caminhava próximo à praça Primavera. As caminhadas sempre me faziam muito bem. Poderia pegar um taxi já que o Cassino fica alguns quarteirões de onde eu estou, mas prefiro uma boa caminhada. Caminhar faz sentir me vivo. Podemos observar toda a paisagem em volta. E depois não confio em taxistas. Na verdade odeio todos eles. Assim como odeio a maioria das pessoas no mundo.

A praça parecia mais linda como de costume. Belas arvores, uma iluminação perfeita. É, fazia tempo que o velho Jack não se sentia tão bem caminhando em uma noite fria de inverno. Resolvi acender um cigarro e apressar o passo, afinal não queria chegar atrasado para primeira apresentação da noite. Havia meia hora ainda entre eu e o Cassino.

Próximo ao chafariz da bela praça, notei dois garotos fumando um cigarro suspeito. Quando era jovem gostava muito disso. Principalmente quando estava na praia tomando uma cerveja com uma vagabunda chupando meu pau. Era extremamente relaxante…

– O velhote… Descola um cigarro ai para nós…

Falou um dos jovens sentado próximo ao chafariz.

– Embora eu acredite que a parada de vocês e muito melhor que a minha, pode pegar um cigarro sim. – Falei estendendo a carteira de cigarro para o jovem.

– Eu estou tão de boa hoje, que você pode até pegar dois cigarro, não me importo.

– Velhote eu acho que agora eu vou querer a carteira inteira. – Disse um dos jovens me encarando.

– Infelizmente, eu tenho meia hora de caminhada ainda até o Bingo da Vó Lucia. Essa é a única carteira de cigarro que possuo, não vou poder colaborar com vocês. – Falei virando de costas e seguindo em meu caminho.

– Você não entendeu velhote. Isso é um assalto. Passa o cigarro e toda a sua grana seu babaca!

Falou um dos jovens puxando uma faca do bolso. Virei me para os mesmos, tirei meu pau para fora e falei:

– Qual das duas bichinhas vai chupar meu pau?

Por um momento eles ficaram inertes sem saber o que fazer, até que o ladrãozinho que estava com a faca disse:

– Eu vou arrancar suas bolas agora seu velhote imbecil.

O mesmo partiu para cima de mim com a faca em riste, pouco antes de chegar, saquei meu revolver e dei dois tiros, um em cada joelho dos dois meliantes. Ambos caíram como sacos de batata podre no chão.

– Vou repetir a pergunta. Qual dos dois vai chupar meu pau?

– Não fode…Filho da puta…Estourou meu joelho. – Falou um dos jovens rolando de dor no chão.

– Já que não decidiram entre vocês, eu mesmo vou escolher.

Arrastei os dois pelas pernas até próximo umas arvores escuras. Devido ao frio a praça estava quase deserta. Botei meu revolver dentro da boca de um dos ladrãozinho e disse:

– Você enrola um beque para mim. E você que tentou me atacar com a faca vai chupa meu pau, e agora…

– Fodasse seu velho cretino. Pode me matar, não vou chupar teu pau porra nenhuma. – Falou o metidinho da faca, cuspindo em mim.

Peguei meu revolver apontei bem para sua cabeça, e segundos antes de atirar mudei a direção e atirei no seu outro joelho.

– Vou falar só mais uma vez. Você vai chupar meu pau, e você me enrola um beque. O próximo tiro vou arrancar suas bolas.

– Se velho doente miserável! Socorro! Socorro! Alguém nos ajude! – Gritava o jovem ladrão aos prantos.

Apontei a arma novamente para ele, que gritou:

– Está bem…Está bem…eu faço seu maníaco desgraçado.

Puxei meu pau para fora botei completamente na boca do ladrãozinho vagabundo, enquanto o outro filho da puta enrolava meu cigarro. Permanecia com o revolver dentro de sua boca. Peguei o cigarro de sua mão, dei uma boa tragada, fechei os olhos e disse:

– Se você morder meu pau seu merdinha infeliz, eu o faço conhecer o inferno, mas antes eu juro que atiro em seu rabo e arranco suas tripas por ele.

O ladrãozinho arregalou os olhos, e continuou me sugando até o talo. Eu dei mais uma tragada no cigarro, fechei meus olhos e imaginei. Uma boa chupada, um bom cigarro, só faltou a praia e as cervejas. Ainda tinha o bingo da Vó Lucia, nada mal para uma noite de quarta.

 

Texto de: Mauricio Prestes – facebook.com/profile.php

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