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CAPITULO VINTE SETE

Novaes guiava sua camioneta em uma velocidade impressionante. A cada curva que ele fazia, eu e Rick Fallon segurávamos firme para não voar fora dela. Em poucos minutos já avistávamos a casa do doutor Polanski. Era uma enorme mansão, rodeada de muros ao final de uma rua sem saída. Parecia mais uma fortaleza. Alguns metros antes, havia uma guarita com dois sujeitos mal encarados. Certamente eram capangas da gangue vermelha que faziam a segurança da casa de Polanski. O investigador Novaes, parou sua camioneta a dois quarteirões de distância, e disse:

– Senhores! Não temos ordem para entrar na casa desse maldito doutor Polanski. Acredito que aqueles sujeitos lá do portão, não nos deixarão entrar tão fácil. Eu sugiro que façamos da maneira antiga – Falou Novaes olhando para mim e para Rick Fallon.

Tanto eu quanto Rick, balançamos a cabeça em sinal de positivo. Na verdade eu não tinha muito ideia de como seria a maneira antiga. Mas tinha certeza que não era de forma amigável. Havia dois capangas guarnecendo a entrada da casa do doutor Polanski. Provavelmente algum mais ao lado interno da casa. Não teria jeito, íamos ter que elimina los antes, para chegar em Samanta Krall. Começo a ter quase certeza que a maneira antiga do investigador Novaes seria com muita ação, e talvez um pouco de sangue. Só espero que não seja o nosso.

– Cavalheiros! Segurem se…Que vamos entrar… – Falou Novaes fechando a cara e metendo o pé no acelerador.

A camioneta cantou pneus, e disparou com uma fúria sem igual. Iriamos entrar na casa do doutor Polanski com portão e tudo. Segurei me firme. Rick Fallon abraçou o banco. Os capangas da guarita, se puseram a frente para tentar parar a camioneta. Novaes não diminuiu e ambos pularam para os lados para não serem atingidos. Estávamos dentro da fortaleza de Polanski. A sensação era estranha. Havíamos batido em um portão de ferro a no mínimo uns oitenta por hora. Minha cabeça ainda zunia, quando escutei os primeiros estampidos. Eram os capangas de Polanski atirando contra a camioneta. Dois a nossas costas e mais dois à frente. Caímos em meio ao fogo cruzado. Eu, e Rick Fallon, permanecíamos com nossas cabeças o mais baixo possível, para não sermos atingidos. Até que Novaes gritou:

– Vamos descer e acabar com todos esses filhos da putas… Eu pego os dois da retaguarda, e vocês acabam com os da frente…Bora lá caralho…

 

Novaes abriu a porta da camioneta, e mais ninja possível desceu em um rolamento atirando nos sujeitos de nossa retaguarda.

Tanto eu como Rick, descemos da camioneta o mais rápido que podíamos. Rick sacou o enorme revolver que havia pego no porta luvas de Novaes, e abriu fogo contra os capangas a nossa frente. A bala zunia em nosso ouvidos. Eu atrás de Rick, tentava me proteger, e me preparar para meu ataque. Os capangas de nossa retaguarda usavam o muro da guarita como esconderijo. Até que Novaes em uma manobra arriscada, da outro rolamento para lado, e consegue acertar em cheio um deles, que cai mais duro que um pato sobre a grama. Agora Novaes estava protegido apenas por uma pequena arvore. Era hora de lhe darmos cobertura. Quando pensei em agir, escuto um grito e Novaes cai no chão.

– Fui atingido…Desgraçados… – Gritava Novaes rolando no chão para se proteger.

Era um disparo vindo de sua retaguarda, dos capangas que deveríamos eliminar. Na mesma hora Rick Fallon em um ato impensável e quase suicida, corre em direção aos dois indivíduos que se protegiam sobre duas pilastras a nossa frente, gritando e atirando em todas as direções.

– Seus miseráveis. Atingiram meu amigo. Vou acabar com vocês bastardos…

Alguns metros à frente, aconteceu o que eu mais temia. Rick fora atingido. Caiu de cara no chão, deixando sua arma rolar sobre a grama. Puta que pariu. É hora de agir Marvin. Agora é matar ou morrer. A minha vida, e de meus amigos, estavam em minhas mãos. Não poderia falhar…

Texto de: Mauricio Prestes

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