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CAPÍTULO VINTE SEIS

Logo após me recompor, fui ao encontro de Rick Fallon. Ao seu lado, encontrava se um sujeito jovem, baixinho, encorpado e com a barba por fazer.

– Marvin. Esse é o investigador Novaes da cidade de Puerto del Corvo. Quando recebi sua mensagem fiz contato com ele solicitando ajuda. – Falou Rick Fallon apontando para o sujeito.

– Parabéns detetive Marvin. O senhor foi muito útil para prendermos essa quadrilha que estava tocando o terror em nossa região. Investigávamos a gangue vermelha, e o doutor Polanski, a mais de seis meses. Graças a sua mensagem ao meu amigo Rick Fallon, tivemos a certeza que a gangue agia nesse local. Obrigado detetive Marvin. – Falou o investigador Novaes apertando minha mão.

Eu um pouco corado dos elogios, apertei a mão do investigador Novaes, e respondi:

– Primeiramente agradeço ao meu amigo de longa data Rick Fallon. Certamente, se não levássemos tão a sério nosso código de ética entre nós detetives, não estaríamos aqui mais. Em segundo lugar, e não menos importante, obrigado investigador Novaes. Se não fosse pelo senhor e sua equipe altamente treinada, com toda certeza eu estaria sendo vendido para China aos pedaços a essas horas. Obrigado. – Falei eu fazendo uma reverência com meu chapéu.

– Pois bem senhores, agora que já estamos todos apresentados e agradecidos, mãos à obra, que temos muito trabalho para ser feito por aqui. Além de prender doutor Polanski, temos que arrolar todos que trabalham nessa fábrica para depoimentos. Não vamos deixar escapar nada. Identificar todos esses pedaços de gente, e fazer ligações com todas as pessoas desaparecidas nos últimos meses em nossa região. Conto com ajuda de vocês rapazes? – Falou o investigador Novaes olhando para mim e Rick Fallon.

– Certamente seria um prazer auxiliar o senhor e toda sua brilhante equipe investigador Novaes. Mas temos algo ainda para resolver. Samanta Krall ainda está desaparecida. E creio que sei onde ela se esconde. – Falei eu com propriedade.

– Brilhante detetive Marvin. Samanta Krall é a vítima mais notória desse caso. Precisamos encontra lá. – Disse o investigador Novaes.

– Sem dúvida, precisamos acha lá. Mas não tenho tanta certeza que Samanta Krall é realmente uma vítima. – Disse eu.

– Como assim Marvin. Samanta Krall não é vítima? – Falou Rick Fallon com cara de espanto.

– Isso mesmo meu caro amigo. Tenho quase certeza que a senhorita Samanta Krall é um dos principais mentores de todo esse imenso esquema de tráfico de narizes, e demais partes do corpo. Não podemos perder tempo. Temos que ir a sua caça antes que ela fuja. A essas horas alguém já deve estar levando a informação para mesma que o laboratório da gangue vermelha fora descoberto. No caminho eu explico para os senhores direitinho essa história.

Rick Fallon e Novaes me olharam espantados com tanta informação, até que o investigador disse:

– Ok Marvin. Vamos atrás de Samanta Krall. Se ela tiver culpa no cartório, vai para o xilindró também. Agente Harper! Tome conta do local de crime. Eu e os detetives aqui, vamos solucionar uma das pontas que falta desse caso. – Falou Novaes chamando um de seus agentes imediatos para ficar de responsável pelo laboratório.

Saímos rapidamente em direção a parte externa do laboratório. Chegando finalmente na rua, o investigador Novaes indicou uma camionete preta para entrarmos. Rick Fallon, solicitou que eu fosse a frente, ao lado de Novaes.

– Para onde vamos Marvin. – Falou Novaes.

– Para casa do doutor Polanski. Pelos meus cálculos, Samanta Krall está escondida lá. Só que temos que ter cuidado, ela não está sozinha, alguns capangas da gangue vermelha estarão por lá com certeza.

– Não se preocupe Marvin. Abra o porta luvas por favor.

Prontamente obedeci a ordem de Novaes, e abri o porta luvas de seu veículo. Dentro dele havia no mínimo umas seis armas de fogo prontas para serem usadas.

– Isso mesmo senhores. Estou sempre prevenido. Podem escolherem a que quiserem, e estarão bem servidos. – Falou Novaes dando um largo sorriso.

Rick Fallon prontamente se debruçou sobre mim e agarrou um enorme revolver cromado. Novaes pegou mais um pistola pequena preta.

– Sua vez Marvin. Pode escolher a que quiser. – Falou Novaes.

Olhei para aquelas armas, e depois para Rick e Novaes, e disse:

– Não se preocupem comigo senhores. Eu já tenho uma bela arma aqui, que nunca me deixou na mão

Tirei de um dos bolsos de meu casaco um bodoque e um saco de bolitas de atirador. Rick Fallon e Novaes sorriram.

– Muito bom detetive Marvin. Respeito seu estilo. – Falou Novaes fechando o porta luvas e dando partida em seu veículo.

Realmente nunca me deixaram na mão. Espero que não seja hoje o dia, pensei comigo mesmo já concentrado em mais ação que estava por vim.

Texto de: Mauricio Prestes

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