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CAPITULO VINTE QUATRO

– Já podemos começar doutor. Está aqui o bisturi. – Falou uma das mulheres me passando o instrumento cirúrgico.

Peguei o bisturi em minhas mãos, era tão pequeno e ao mesmo tempo tão afiado, mal sabia manusear. A equipe do bloco cirúrgico aguardava minha ação, e eu ainda sem saber o que fazer.

– Algum problema doutor? Está faltando algo? – Perguntou um dos enfermeiros da equipe.

Quando ainda pensava na resposta, uma voz grave vindo da porta disse:

– Com certeza há problemas senhores. Esse ai é um impostor. Não é médico aqui e nem na China. Segurem esse idiota.

Antes mesmo que os enfermeiros pudessem fazer alguma coisa, joguei o bisturi em cima de um deles, peguei uma granada de pimenta e atirei em um canto da sala fazendo a explodir na mesma hora. Enquanto a equipe de enfermeiros se engasgavam com o gás da pimenta, eu saia correndo pela porta da sala de cirurgia. Na passagem pude notar que a voz era o doutor Polanski em pessoa. Sai em disparada pelo laboratório em direção a saída dos elevadores. Em poucos segundos, doutor Polanski e sua equipe sairá da sala de cirurgia aos berros:

– Agarrem esse impostor. Peguem ele. Não deixem esse idiota fugir.

Já estava quase no meio do laboratório, parei por alguns segundos observando todo mundo e todos me olhando. De súbito parti em disparada novamente em direção ao porta de saída, e toda aquela galera tentando me pegar.

Joguei todo meu estoque de granadas de farinha e pimenta neles. Criei uma nuvem de fumaça. Quando estava próximo a escada que dava acesso a rampa de saída, quatro sujeitos me cercaram. Um deles tentou me agarra por trás me dando um mata leão. Mais rápido que pude puxei minha raquete elétrica e torrei suas bolas. Dois deles pularam em minha direção, e eu prontamente aparei os dois com golpes de minha raquete derrubando os mesmo uma após o outro. Apenas um dos sujeitos me separava da escada de acesso a saída onde encontraria o elevador. Mais uma vez tentei usar minha raquete elétrica, o sujeito era muito grande e com uma das mãos aparou a mesma aguentando toda potência da descarga elétrica. Na mesma hora larguei minha raquete, e acionei meu soco do curinga jogando o sujeito a metros de mim. Finalmente subia as escadas em direção a saída deixando uma nuvem branca de farinha para trás e vários indivíduos caídos pelo chão.

Quando consegui passar pela porta de saída, em direção ao elevador, só deu para sentir uma forte porrada na cabeça. Acordei meio zonzo, era os guardas da porta que havia abatido anteriormente com minha raquete elétrica. O efeito do choque havia passado, eu deveria ter lembrado disso.

– E agora sujeitinho esquisito, que atacou a gente com uma raquete. O que devemos fazer com você primeiro? Quebrar seus ossos ou seus dentes? – Falou um dos guardas me pegando pelo colarinho e erguendo me do chão.

Quando o guarda estava prestes a me arrebentar com um soco, uma voz veio da porta:

– Segurem esse impostor. Ele é meu. – Falou o doutor Polanski ainda tossindo pelo efeito da granada de pimenta.

Marvin. Realmente agora você está encrencado, falou uma voz de meu subconsciente. Havia caído nas garras do perverso doutor Polanski, que será que meu destino me reserva?

Texto de: Mauricio Prestes

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