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CAPITULO VINTE TRÊS

Um dos sujeitos ofereceu a mão para me ajudar a levantar. Permaneceram apenas me observando por alguns segundos, até que um deles falou:

– Não sabíamos que havia outro doutor na operação. Nossa informação que apenas o doutor Polanski estaria operando aqui no laboratório.

– Ah sim! Polanski é meu primo, e me chamou para lhe dar uma mão. Como você acha que iria chegar aqui afinal. – Falei para os sujeitos engolindo a saliva a seco.

– Pois bem doutor Rankoski. Vamos lá então. O doutor Polanski deu uma saída e deixou alguns serviços. O senhor quer dar uma olhada. – Falou um dos sujeitos me encarando.

– Sim claro vamos lá. Tenho muito a fazer por aqui.

– A porta a esquerda, o senhor pode se trocar doutor. – Falou o mesmo sujeito de branco.

Entrei em uma sala que mais parecia um imenso vestiário. Tirei meu casaco e coloquei uma roupa branca igual à que os sujeitos estavam usando no laboratório. Tomei todo cuidado para que não aparecesse meu cinto especial.

Finalmente entrei no setor “B “do laboratório da gangue vermelha. Parecia que tinha entrado em um filme de terror. Diversos recipientes para todos os lados onde poderia se observar narizes, orelhas, bocas e até órgãos do corpo humano todos mergulhados em formol. Foi a coisa mais sinistra que já tinha visto em toda minha vida. A gangue vermelha além de traficar drogas, agora estava com um imenso esquema de tráfico de órgãos. Alguém teria que parar com isso, e logo. Ainda me encontrava atordoado com tudo isso, quando escutei uma voz grave a minhas costas.

– Doutor…Estamos com a mercadoria pronta, só extrair o material. – Falou um dos sujeitos que havia me ajudado a levantar na porta.

– Sim claro, podemos ir. – Respondi meio inconsciente com tudo aquilo que estava presenciando.

Andei por alguns metros até chegar em uma imensa sala de cirurgia, toda aparelhada e pronta para operar. Na mesa de operação, uma mulher devendo estar na faixa dos seus vinte e poucos anos adormecida. Seu rosto era lindo, parecia uma boneca de porcelana.

Haviam quatro pessoas na sala. Duas mulheres e dois homens. Pelo jeito seria a equipe de auxilio no trabalho.  Fiquei por algum tempo petrificado olhando o rosto daquela jovem que se encontrava desmaiada na mesa de cirurgia, até que uma das mulheres falou:

– Doutor já está tudo pronto para extração, começamos quando o senhor quiser.

Eu meio sem saber o que falar, consegui pronunciar algumas palavras:

– Ok…Qual será o trabalho dessa vez?

– Ah sim…Desculpa doutor. Está aqui o prontuário da encomenda. – Falou a suposta enfermeira me passando uma prancheta que dizia:

“Extração de nariz.”

“Extração de orelhas.”

“Extração de boca.”

Quase não acreditei quando li aquela prontuário. Doutor Polanski realmente era um monstro. Mutilando belas mulheres para vender suas partes do corpo. Meu Deus, nunca imaginei que existisse pessoas tão sádicas desse jeito. E agora o que eu posso fazer. Estou encrencado, em uma sala de cirurgia com uma equipe medica esperando eu arrancar as partes dessa garota. Pensa Marvin, e rápido…

Texto de: Mauricio Prestes

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