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CAPITULO DEZOITO

– Temos cinco lugares marcados no mapa, e somos em três. A única solução que vejo é nos dividirmos meus caros colegas… Rose você vai até a casa de Samanta Krall, e tenta conseguir o máximo de dados uteis possíveis sobre seu desaparecimento. Napoleão, você vai até o hospital, e tenta descobrir alguma pista sobre algum suposto esquema de tráfico de narizes no local, lembre se que Poloski trabalhava lá e pode ter mais médicos envolvidos. Eu vou a fábrica da gangue vermelha, e na suposta casa do Doutor Marc Poloski. Temos dois dias ainda antes que minha contratante entre em contato via telefone no meu escritório. Nos encontraremos ao nascer do sol de quarta-feira no parque onde Samanta Krall foi vista pela última vez. Alguma dúvida senhores?

– Sim Marvin. O que faremos com esses sujeitos aqui? – Falou Napoleão apontando para o careca amarrado aos outros dois sujeitos desmaiados e babando mais que buldogue.

– Vamos deixar todos eles amarrados aqui mesmo, inclusive nosso novo amigo Charles… Ligaremos para polícia denunciando o local, tenho certeza que terão muitas explicações para dar a respeito desse material branco em cima da mesa.

– Boa ideia Marvin! Você é o maior! – Disse Napoleão com tamanha empolgação que fez com que Rose e eu sorríssemos.

– Mas Marvin… Você não acha que seria mais prudente irmos juntos a fábrica da gangue vermelha e a casa do Doutor Poloski? Você ficou com os locais mais perigosos. – Falou Rose com um ar de preocupação.

– Não se preocupe senhorita Rose. O “Grande Marvin, “já está acostumado com situações de risco. E também presumo, que não temos muito tempo. Pelas minhas deduções a serem confirmadas, a peça chave desse caso está mais próxima que pensamos.

Rose me olhou sem entender muito, e balançou a cabeça concordando.

– Senhorita Rose, ligue para polícia informando os mesmos do local e a situação que se encontram esses sujeitos, enquanto eu e Napoleão terminamos de amarra-los.

Enquanto eu e Napoleão dávamos os últimos nós, prendendo o sujeito de cabelos amarelos aos outros três sujeitos, Rose ligara de seu celular para polícia.

Amarramos o sujeito de cabelos amarelos ao lado do careca com o queixo deslocado. O careca tentava incansavelmente falar alguma coisa e por último já tentava morder e dar cabeçadas no sujeito de cabelos amarelos.

– Marvin. Você quer, que eu bote o queixo dele no lugar? – Perguntou Napoleão com uma das mãos fechadas.

– Não será necessário meu caro Napoleão, garanto que os policias o farão isso com muito gosto!

– Está feito Marvin. Já acionei a polícia. Agora temos que sair daqui logo. – Falou Rose desligando o celular

– Vamos embora então. Acho que esse lugar já nos ajudou o suficiente. – Falei eu já deslocando para porta de saída.

Antes de sairmos começamos a escutar gritos. Virei me rapidamente para verificar o que era. Era o sujeito careca mordendo o ombro do sujeito de cabelos amarelos que gritava:

– Socorro! Me tirem daqui! Ele está me mordendo! Socorro!

Olhei para Napoleão, e nem precisei falar nada. Napoleão foi até o sujeito careca que tentava morder o sujeito de cabelo amarelo e lhe deu uma das porradas mais fortes que já presenciei em minha vida. O queixo do sujeito careca voltou para o lugar, o fazendo desmaiar instantaneamente. Napoleão olhou para mim e para Rose e fez sinal de positivo.

Saímos porta fora do bar, quando passamos próximo ao beco onde Rose havia atraído os dois seguranças da porta, o mesmos se encontravam caídos desacordados.

– Acho que não é apenas você Napoleão, que tem o dom de desmaiar as pessoas. – Falei eu dando um sorriso para Rose.

Rose abriu sua bolsa e puxou um enorme aparelho de choque. Aquilo poderia derrubar um boi se ele quisesse.

– Quando se é uma mulher frágil, tem de se aprender alguns truques. – Falou Rose sorrindo.

Naquela ponto não achava que Rose fosse uma mulher tão frágil assim.

– Pois bem senhores, nos encontraremos ao amanhecer de quarta no parque de Bell Fast. Boa sorte a todos. Tentem ficar vivos. – Falei eu olhando de Napoleão para Rose.

Napoleão estendeu a mão e botou para frente, esperando que eu e Rose fizéssemos o mesmo. Rose também esticou mão e colocou em cima da mão de Napoleão. A última mão a ser colocada era a minha.

– “Um por todos, e todos por um.” – Falou Napoleão jogando as nossas mãos para cima.

– Muito bom Napoleão. Somos uma verdadeira equipe, e prezamos por nossa segurança… Por favor senhores, não queiram dar uma de herói… Um grande detetive nunca foge do perigo, mas o engana sempre que possivel. – Falei eu balançando a cabeça.

Rose abriu sua bolsa e puxou uma das armas que ela possuía e me ofereceu. Apenas balancei a cabeça em sinal de negativo. Napoleão fez a mesma coisa quando ela lhe ofereceu.

– Pois bem já que não temos mais dúvidas, mais uma vez boa sorte a todos e até quarta feira no parque…

Napoleão e Rose balançaram a cabeça em sinal de positivo e deslocaram cada um para um lado. Havia apenas dois locais de extremo risco no mapa, e os dois locais foram os escolhidos por mim. Não poderia em hipótese alguma coloca-los em perigo. Sabia que haveria a possibilidade de não sair vivo dessa vez. Antes disso passaria em casa para deixar Rafaello com a senhora Jurema, minha vizinha. Caso não pudesse voltar mais para ele, ele teria companhia.

 

Texto de: Mauricio Prestes – facebook.com/profile.php

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