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CAPITULO DEZESSEIS

Antes mesmo que pudesse tomar alguma ação, Rose e Napoleão já tinham dominado a situação. Nada mal para novatos pensei comigo mesmo. Napoleão me ajudou a levantar. Quando me recobrei totalmente, Rose já estava com o pé no pescoço do careca e apontando a sua arma e a dele que ela rapidamente havia pegado do chão.

– Vocês estão bem? – Perguntou Rose olhando fixamente para o homem careca que rolava de dor devido sua orelha estourada.

– Vocês estão todos mortos seus miseráveis! Sua cadela arrancou minha orelha! A Irmandade Vermelha vai arrancar suas cabeças!

Falou o careca aos berros no chão e com as mãos na orelha tentando estancar os jatos de sangue.

– Se você não calar a boca seu verme…Vou arrancar suas bolas! – disse Rose em um tom ameaçador.

– Eu não duvidaria de uma mulher com uma arma na mão. A senhorita Rose mesmo sendo uma donzela, certamente lhe arrancaria as bolas… Então. sugiro o senhor colaborar conosco… Precisamos apenas de algumas respostas meu nobre rapaz, lhe garantimos que se nos ajudar suas bolas estarão seguras.

Falei para sujeito careca olhando fixamente em seus olhos.

– Não vou te falar nada cabron. Pode me matar que não vão conseguir arrancar uma única só palavra de mim.

Falou o careca dando uma cusparada que por pouco não atingiu meu rosto.

– Marvin… Posso dar uma sugestão? – perguntou Napoleão com sua habitual feição sádica.

– Fique à vontade meu amigo… Qual seria a sua sugestão?

– Primeiro, espera só um minuto que vou buscar alguém…

Napoleão adentrou em uma porta, que parecia dar acesso a um porão. Em alguns instantes se escutou alguns gritos. Em um segundo lá estava Napoleão de volta torcendo o braço do enorme garçom negro de cabelo amarelo que se encontrava escondido. Com a outra mão Napoleão carregava um enorme galão de cor azul com uma etiqueta de caveira nele.

– Olha só quem estava se escondendo da gente Marvin. – falou Napoleão jogando o grande garçom negro de cabeça no chão.

– Poderia me dizer qual o conteúdo desse recipiente meu caro Napoleão?

– Ah! Sim…Marvin. Isso aqui é ácido, aquele que esse careca ai, falou em derreter nossos ossos.

–  Sim! Se bem me lembro, ele nos ameaçou com isso. Brilhante constatação meu amigo Napoleão! Agora só uma pergunta… Acho que até já tenho uma resposta formulada. Mas quero ouvir da boca do amigo, o porquê de estar carregando esse enorme galão de ácido?

– Lembra que falei que tinha uma ideia Marvin? Essa é a ideia! Vamos deixar esses dois sujeitos pelados e vamos derreter as bolas deles… Caso não abram o bico, metemos esse ácido nos orifícios até eles derreterem igual margarina na chapa!

Napoleão falou com tamanho entusiasmo, que poderia vislumbrar a cena dele metendo ácido nos sujeitos e rindo ao mesmo tempo.

– Meu caro Napoleão… Acho que não será necessário chegarmos a tanto. Tenho certeza que nossos amigos aqui irão colaborar não vão?

Falei olhando novamente para o careca, que mesmo com ar de preocupação em seu rosto, deu uma nova cusparada acertando em cheio meu chapéu e gritou:

– Podem me torturar seus filhos da puta, nunca vou trair a irmandade!

Nunca gostei de tortura, mas nesse caso não tenho outra opção. Já fui longe demais, não posso recuar diante de Rose e Napoleão. Resolvi falar:

– Odeio medidas extremas, mas já que não podemos contar com sua colaboração. Napoleão, pode derreter as bolas do moço careca!

– Deixa comigo Marvin. E se ele não falar, temos o gorducho de cabelo amarelo ainda.

A forma como Napoleão falava, remetia um legitimo psicopata. Não tenho dúvida alguma se ele fosse meu algoz, eu cantaria e dançaria até a Macarena se ele quisesse. No mesmo momento o enorme garçom negro de cabelo amarelo começou a chorar e disse:

– Eu falo…Eu falo…Qualquer coisa só não me derretam por favor…

Nesse exato momento, o sujeito careca pulou no pescoço do garçom gritando:

– Seu traíra de uma figa…Cabron miserável…Vou arrancar sua língua antes seu filho da puta…

Rapidamente Napoleão pegou o careca pelo cangote, e jogou de costas novamente no chão

– Você quer, que eu arranque a outra orelha dele, Marvin? – me indagou Rose já fazendo mira na cabeça do careca.

– Não será necessário senhorita Rose. Napoleão, verifique por favor, se naquele porão há algum tipo de corda para amarrarmos o careca e os outros que estão desmaiados.

– Só se for agora Marvin!

Napoleão foi até o porão novamente, e voltou com um enorme emaranhado de cordas.

– Não se preocupe Marvin. Eu fui escoteiro, sei dar vários tipos de nós.

Em poucos minutos o sujeito careca, mais os outros dois desmaiados estavam completamente amarrados. Napoleão realmente era muito habilidoso com as cordas.

– Napoleão. Enquanto você cuida de nosso amigo careca e seus comparsas, eu e a senhorita Rose vamos interrogar nosso outro amigo aqui de cabelo amarelo.

– Filho da puta…Cabron miserável…Vai trair a irmandade…

Começou gritar incessantemente o sujeito careca. Quando me prontifiquei em falar algo, Napoleão já havia lhe dado um soco no queixo, que com toda certeza não foi uma cena muito agradável. Além de estar com a orelha estourada, o sujeito careca agora tinha o queixo completamente deslocado devido a força da bordoada que Napoleão havia lhe dado. A única coisa que ele conseguira fazer era babar e resmungar. Napoleão me olhou com aquela cara de satisfação e fez sinal de positivo. Retribui o sinal de positivo e voltei minha atenção para outro sujeito.

– Meu caro amigo. Já que você está disposto a colaborar, vamos lhe fazer algumas perguntas. Se vossa senhoria nos responder adequadamente, iremos embora e o deixaremos em paz. O que você acha?

Perguntei eu olhando fixo nos olhos do sujeito de cabelo amarelo e Rose lhe apontando as armas para sua cabeça.

– Sim…Sim. Pode perguntar. Não vou mentir. Se eu souber de alguma coisa vou falar na boa.

– Pois bem. Senhorita Rose, vamos levar ele até próximo à mesa, onde abriremos o nosso mapa. Tenho certeza que o nobre senhor de cabelo amarelo vai nos falar algo útil…

 

Texto de: Mauricio Prestes – facebook.com/profile.php

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