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CAPITULO 8 – Fim

-Eu tava pensando em te deixar os movimentos dos braços… mas acho que vou partir tua coluna na nuca. Você conseguiu me irritar.
-E eu vou engolir a língua, ou dar outro jeito. Se você quiser me parar, robô, vai ter que me fazer uma lobotomia ou algo assim… acho que, se você acabar me transformando num vegetal, seu programa vai me entender como morta. Portanto, se você realmente gosta de viver, vai me obedecer de agora em diante.
-Acho que eu gosto um pouquinho menos depois de te conhecer, sua chata! Mas vá lá… ainda não vale o risco. Mas não abuse que eu posso acabar estourando…
– Vou me lembrar disso. Qual é o seu nome?
Ele respondeu, pois não conhecia outro, e ferveu de raiva por isso:
-Andy.
-Eu sou Anna Darling.
-Eu sei.
-Mas, já que você é meu guarda-costas, a partir de agora eu sou a Srta. Anna. Fui clara?
-Sim…
-Sim, o quê?
Ele ruborizou de raiva.
-Sim, senhorita.
Ela ainda mantinha o sorriso. Fez um segundo de suspense, enquanto saboreava mais um pouco a vitória.
-Mudei de ideia… pode me chamar só de Anna, mesmo. Iria prejudicar o disfarce. Se você não percebeu este detalhe, é um péssimo guarda-costas.
Ele quase avançou nela neste instante.
Ao perceber, ela jogou a arma para ele – ele hesitou por um segundo, com a pistola na mão, diante de uma Anna aparentemente indefesa, de mãos na cintura e olhar insolente, mas acabou por concluir que a melhor maneira de impedir alguém de querer se matar era, de fato, deixar esta pessoa feliz.
-Saco! Por que tudo na minha vida tem um porém? Bom, senhori… Anna… o que vamos fazer agora?
Ela completou num tom altivo, mas muito mais gentil:
-Acho que vamos ter que achar uma residência mais digna de uma dama. Faça as malas, por favor, Andy… duvido que você esteja gostando deste buraco mais do que eu.
Ele começou a trabalhar – rápida e silenciosamente. Sua raiva vinha fácil, mas ia embora fácil, também. Era de fato, o guardião mais leal que ela poderia ter. E seria também um “mordomo” competente e prestativo… enquanto ela tivesse o cuidado de não abusar da paciência dele.
Mas, afinal, nisso ele era quase humano.
O que a aguardava agora?
Aparentemente, uma temporada da vida fugindo e se escondendo até que a situação mudasse. Um dia eles teriam provas de tudo o que acontecera e, então, as coisas seriam diferentes.
Ela olhou para ele contemplativamente e tentou calcular o quanto aquele modelo custaria para ser fabricado – quando ela estivesse no comando, poderia ser mais um produto das Empresas Darling. Não como assassino, mas como protetor. Daria muito lucro, com certeza, e seria completamente legal.
A sua aventura pessoal seria excelente como parte da estratégia de marketing.
Sem falar que um livro de não-ficção detalhando o assunto seria um investimento seguro no mercado editorial.
Talvez a situação tivesse as suas compensações.

Texto de: Luiz Hasse

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