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CAPITULO CINCO – FINAL

Na cozinha, rezando, ajoelhada, Mariana ouviu o barulho do corpo tombar na sala. Interrompeu as orações e levantou a cabeça. O que fazer naquela hora? Ir verificar? Correr na escuridão exterior atrás de alguém? Que tipo de coisa acontecia ali?

A janela da cozinha abriu-se, empurrada também pelo vento. E o vento derrubou um dos potes do alto de uma prateleira. Entre os cacos, notas altas de dinheiro se espalharam pelo chão.

Ela as catou, atônita. Há quanto tempo estavam ali? De quem eram?

Não importava. Partiria daquela casa que se tornara maldita naquela noite. E aquele dinheiro era o suficiente para começar uma nova vida em qualquer outro lugar.

Da janela aberta, veio uma voz grave:

Eu disse que ia acabar logo. E eu não deixo nenhuma ajuda sem retribuição. Boa noite.

Seus olhos se voltaram para a abertura.

Mas, lá fora, só o vento soprava, fazendo redemoinho com a poeira e as folhas no chão.