Nunca me senti tão constrangido em minha vida. Eu sabia que os serviços estavam escassos, mas se fosse em outros tempos nunca aceitaria esse.

Além disso teria que passar um calor dos diabos nessa porcaria de sauna. Cheguei próximo atendente, solicitei um armário. Ela prontamente me deu a chave e indicou o local para pegar as toalhas.

A única maneira de despir me em público seria em uma bela orgia. Não era o caso, mas como já havia falado em épocas de crise, não tinha como ficar escolhendo serviços.

Enrolei a porcaria de toalha em meu corpo. Abri a porta da sauna, aquilo mais parecia um inferno de tão quente. Se o inferno fosse assim, tinha certeza que o capeta não estaria lá.

Fiquei feliz por ser o único no lugar naquela momento. Afinal precisava superar minha timidez momentânea. Mas , infelizmente minha alegria durou pouco.

A porta da sauna se abre novamente, um sujeitinho baixinho, gordinho com cabelos loiros entra naquela inferno de sauna. E ao contrário de mim parece estar bem satisfeito.

Sento me de um lado da sauna, e o sujeito loirinho senta bem em frente a mim do outro lado da sauna.

A minha intenção não era bater papo, afinal se fosse fazer uma social seria em um bar cheio de vagabundas tomando uma cerveja. Não em uma porcaria de uma sauna quase pelado de pinto mole.

Para aumentar ainda mais minha irritação o sujeitinho gordinho falou comigo.

– Olá amigo! Vem sempre aqui?

– Não. Primeira vez. – Respondi olhando para o além.

– Como é o seu nome? – Perguntou o sujeito que me secava da cabeça aos pés.

– Me chamo Jack.

– Eu sou Edward.

– Humm! Bom nome cara.

– Obrigado foi nome do meu bisavó. Sou advogado, e você?

– Sou assassino professional.

– Há! Há! Há! Nossa como você tem senso de humor. Gosto de homens assim.

– Fico feliz que goste.

– Mais então seu assassino professional. Se eu quisesse lhe contratar, quanto custaria seus serviços? Você cobra por hora? Como funciona?

– Depende do serviço.

– E seu lhe pagasse milzinho agora só para tirar essa toalha e ficar nu na minha frente, aceitaria assassino.

– Milzinho agora?

– Sim, está aqui a chave do meu armário. Pode i lá buscar se quiser.

– Você tem certeza que quer isso meu chapa?

– Sim, tira essa toalha meu assassino.

– Está bem. Você quem pediu.

Tirei a toalha, e de baixo dela saquei meu .357, mirei bem entre os olhos do indivíduo para ter certeza que não erraria e atirei. Praticamente uma pintura de Picasso saiu de sua nuca.

– Desculpa ai meu chapa, me pagaram bem mais que mil para isso.

Peguei minha toalha e sai o mais rápido que pude daquele lugar. Sauna agora, só se for no inferno.

Texto de: Mauricio Prestes

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