O mesmo bar, atormentado pelas faces conhecidas
Conhecidos aqueles que, nem mais nem menos do que a pura, indiferença
E ao meio da dança efervescente do cachorro engarrafado, se via naquele espelho,
Os olhos caídos, contornados pelo negrume das noites mal dormidas
Pobre era ele, só por existir, embebido do elixir da tristeza
Salvar-se jamais era
E por insistência, seria feita a sua vontade, e mais uma dose seria despejada ao copo

O violão chorava nas mãos do sujeito que calado,
cantava tristeza com maestria
a fumaça tomava pra si as almas do tempo
e a solidão era um nau ancorado aos pés
de cada um
que não entendia sua própria vontade,
de ali ou em qualquer lugar
estar…

Poema de: Vinícius Prestes Antipoeta )
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