No fim da rua há um bar…

frequentado pelas almas miseráveis

desse bairro pobre…

Os donos desse bar, não falam nossa língua

mesmo se falassem, não nos responderiam,

apenas nos servem, uísque, gin, vodca, cerveja e vinho…

Nos servem até desmaiarmos,

Depois roubam nossas carteiras e nos arrastam para os fundos,

Nos jogam no beco, aos ratos, ao chão duro, ao lixo…

São boas pessoas, nos enchem do que precisamos

O álcool talvez seja a cura, para nossa doença

A cura que nos mata e nos mantém vivo…

No fim da rua há um bar…

E eu estou indo pra lá agora, porque não me resta mais nada

a fazer,

além de me afogar na cura

que um dia vai me matar

querendo eu, ou não…