‘’A cerveja desce como água,

não há nada demais em começar a beber as 6 da manhã

afinal, ninguém é de ferro,

a vida é muito difícil.’’

– ele dizia para si mesmo,

 

matou 12 cervejas e foi trabalhar,

suava muito e suas mãos tremiam,

era difícil se manter concentrado,

fez seu serviço de maneira porca.

 

No intervalo, foi até o bar

pediu ao garçom um copo de 500ml,

300ml de uísque e o resto água

o garçom o serviu

e ele

esvaziou o copo

suava muito ainda

não tremia

 

mandou os

medos

a ansiedade

a vida

a morte

e as hemorroidas

para o inferno.

 

Sentia-se melhor assim,

fugindo de todos os problemas

bebendo cada vez mais

se matando a cada dia

e aceitando tudo isso

porque

era mais fácil assim

ele pensava…

 

Sentado naquele banco redondo que lhe doía o cu

pediu mais um drinque

e mais um,

e mais um…

e assim continuou a pedir

e beber

até o dia virar noite

até tudo se tornar mais suportável

 

‘’ninguém podia culpar o homem’’

– eles só, pensavam…

Poema de: Vinícius Prestes

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