– Então o que vamos fazer?

– Já estamos fazendo.

– O que? Isso? Tom e Andy estão a cinco quadras daqui…

– E dai?

– Vamos jantar com eles.

– Não estou com fome.

– Eu estou.

– Pode pedir o que quiser.

– Você realmente acha que eu vou comer nesse bar de esquina?

– Eu não sei.

– Nunca, John, nunca, vamos sair daqui.

– Vá embora se quiser.

– Você não se importa?

– Hoje não…

– Você vai ficar só ai? Bebendo e admirando o…nada?

– Pegue e vá embora – tirei 100 dólares do bolso e lhe entreguei

– VOCÊ ACHA QUE EU SOU O QUE?

– Não precisa gritar Gloria, apenas pegue os cem e vá.

– VÁ SE FODER! – gritou esbofeteando-me

Saiu porta afora rebolando sua bunda magra, uma boa bunda, boas pernas, bom rebolado…

– Ela volta, ela volta… – disse para o camarada estranho que estava ao lado e me olhava com um sorriso irônico no rosto.

– Ei GARÇOM! Uma dose pra todos, por minha conta!

Todos urraram e riram, pareciam felizes, mais do que eu, pelo menos…

 

– Você só precisa achar a mulher certa querido. – disse a prostituta, me passando o baseado.

– Todos nós homens, precisamos da mulher certa, mas como vamos saber qual é a mulher certa? – respondi, indagando-a, tragando o baseado, cuspindo a fumaça para os céus.

– Não sei querido, acho que não se pode escolher, acho que uma hora ela aparece e cabe a você saber se ela é ou não, boa pra você.

– Hmm… Foi uma boa resposta, eu não esperava isso.

– Hmm… – ela sorriu sem mostrar os dentes e escorregou até minhas calças…

 

Ela me chupava nos fundos de um bar, de esquina, uma luz medíocre, pouco nos iluminava, eu fumava um baseado cuspia a fumaça para o céu e aproveitava a noite, ou pelo menos tentava me convencer disso, o que Gloria deveria estar fazendo? Talvez chorando por mim, para Tom e Andy, talvez apenas bebendo. Em algum bar…