Eu tinha um porco de estimação que se chamava Rolete. Eu amava meu porco mais que tudo.

Passeava por toda vizinhança com ele. Rolete era sempre atração por onde passava, todo mundo parava para passar a mão e dizer um oi para meu porco.

Fazíamos quase tudo juntos. Dormíamos, tomávamos café, íamos para escola, jogávamos bola. Rolete era um verdadeiro amigão.

Rolete acabou crescendo. Já não fazíamos tudo junto, meu porco já estava grande demais.

Certo dia voltei da escola, e rolete não se encontrava mais em casa. Perguntei para meu pai onde estava meu amigão Rolete. Meu pai respondeu que Rolete havia crescido muito e acabou explodindo. Mas aproveitaríamos a carne.

Chorei alguns dias de saudade de meu porco Rolete. Mas logo passou, meu pai apareceu com um pintinho de presente para mim. Chamarei de pinto caju.

Rolete nunca mais voltou, mais em compensação comemos bacon por meses. Conclusão, por maior que seja o nosso apego com alguém, uma hora ele pode explodir, e sempre sobrara algo bom depois disso.

 

Texto de: Mauricio Prestes – facebook.com/profile.php 

CURTA NOSSA PÁGINA – facebook.com/pulpstoriesbr