Seguro a angustia, para não ser pisado
como folha seca, de jardim que ali jaz
o peso aumenta, a alma estilhaça e o corpo se desfaz
mas mantenho-me a força, e sozinho aguento calado

Tenho refúgios físicos, mas acabo no fim, abandonado
o brio do amor meu, uma única vez, não foi fugaz
Admito! desde que me conheço, fui sempre e sem querer, mordaz
essa cruel sina, de algum modo fascina e de outro é um pecado

Derramo do peito, toda tristeza de uma vida corroída
pelos erros contínuos de um ser ébrio de puro ardor
toda a palavra esculpida nas desculpas, se foram perdidas

Não resta a mim mais do que tudo, mas claro! Uma versão diluída
nem mesmo o mesmo e talvez único amor
todas as inocências de um animal, de mim, foram enfim, ceifadas

Texto de: Vinícius Prestes Antipoeta )

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