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CAPITULO VINTE DOIS

– Quer dizer então que o pistoleiro medíocre ainda anda usando seus truques baratos para escapar da morte. Você é uma vergonha para os pistoleiros Sombra Negra. Pode usar o que quiser que não terá chance alguma contra mim. Meu próximo ataque selara seu fim pistoleiro mascarado. – Falou Jared colocando todas as suas armas e seus dois clones em prontidão.

O próximo ataque de Jared seria para acabar comigo. Conseguia ver através de meu poderoso olho ciclope, que sua energia já estava no limite. Ele não conseguiria manter todo aquele poder de fogo por muito tempo. O que tinha que fazer era segurar seu ataque e contra atacar a altura.

– Muito bem linguarudo. Faça o seu melhor. Não lhe darei mais chances. Chegou a hora de cortar sua língua.

Jared fechou os olhos por alguns segundos. Mais uma vez seu arsenal viajou no ar. Suas línguas mais rápidas do que nunca começaram a agir. Mais um caminhão de chumbo grosso se desenhava no céu em minha direção. Agora era a hora de meu robô clone mostrar do que realmente é capaz.

Com minha velocidade costumeira, saltei como um gato para o lado, afim de desviar do poderoso ataque de Jared. Meu robô clone, com a mesma velocidade pulou para o lado ao contrário do meu. Todo ele ficou vermelho como uma chama acessa. E com um movimento incrível, magnetizou todo o chumbo em sua direção, me dando caminho livre para atacar. Jared parecia não entender o que havia acontecido. Todo o seu ataque endereçado a mim, era absorvido pelo robô clone. Eu estava livre pelo flanco para agir. E fui o que fiz. Mais rápido que pude, saquei minha calibre doze e estourei a cabeça de um dos Jareds com um tiro a poucos metros de distância. Quando Jared conseguiu mudar a direção das armas para me atacar, o robô clone transformou seu braço direito em um míssil teleguiado, e o lançou contra o outro Jared que explodiu em pedacinhos. Sobrara apenas um Jared. E completamente atordoado com os ataques que havia recebido. Antes mesmo que ele pudesse fazer algo. Pulei em sua direção e agarrei uma de suas línguas. No mesmo momento o robô clone agora só com um braço atacou a outra língua. Em poucos segundos arrancávamos ambas da boca de Jared, que ajoelhou se no chão quase sem folego. Em um movimento rápido tirei uma de minhas soqueiras furacão de minha sacola a tiracolo, e parti para cima de Jared. Antes que o mesmo pudesse ter alguma reação, soquei sua cabeça com tanta força, que o fiz voar por uns dez metros longe de mim. Quando parei meu ataque, o robô clone encontrava se ao meu lado com o braço que sobrara transformado em uma metralhadora giratória pronta para cuspir fogo contra Jared.

– Calma ai robôzinho. Ele já está acabado. E o final é por minha conta.

Caminhei lentamente até Jared que se encontrava caído de borco. Quando cheguei ao mesmo, o puxei pela sua enorme língua.

– Lembra se do que havia lhe falado Jared. Dessa vez não vou lhe deixar vivo. Vou arrancar sua cabeça e cagar em cima dela.

Jared até tentou suplicar clemência, mas a hora dele havia chegado. Puxei suas duas línguas enormes que saiam de sua boca, e as enrolei em torno de seu pescoço. Arrastei o pelo chão até uma enorme arvore, e enforquei o desgraçado lá. Era uma bela visão, um linguarudo morto e enforcado com a própria língua. Sentei me em uma pedra, e saquei meu caderno de desenhos. Puta que pariu. Dessa vez teria que me superar. Com certeza sairia um desenho foda de tudo aquilo.

Texto de: Mauricio Prestes

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