Lutando com o sono
escrevendo em solitude
prometo que só a mim farei o mal
Cartola toca e a fumaça do breu embaça a janela

Uma noite que procurou sem êxito, achar as mínimas estrelas
céu azul, sem azul, sem cor e qualquer brio
poucas vezes senti mais da tristeza, que a mesma de mim
nenhum céu de hoje, demonstrou preludio de sorriso

Deus, ainda não deu sinal de vida,
permanece morto
no meu peito,
junto ao coração
metade brasas
metade pó
e
cinzas

A morte, como a marca da cerveja,
faz a diferença
trás à gosto, desejo de sono eterno
escravização pelo ócio vivo-inevitável
morre em mim: todas as vontades,
ao ver: falta de vida
Dá vontade!
de ser também:

memória e rastro,
por poucas gerações
num universo de eterno esquecimento

Se do meu presente, já vivi no passado
bloqueei como o trauma de um estupro
se como o vejo, somente sendo e marcando
de faca na pele e na alma,
se assim for,
me conforta a certeza de que passará

Mas, se apenas mais uma incógnita existencial ser,
somente na própria morte
saberei
desde quando
estive morto

Mas o porquê,
certamente
estará esquecido

Há tempo demais
de ser,
descrito

Texto de: Vinícius Prestes Antipoeta )

Curta a Pulp Stories e não perca nenhum texto!