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CAPITULO VINTE OITO

Os capangas de Polanski continuavam atirando. Novaes caído e atingido, tentava rolar e se proteger como podia. Rick continuava caído sem se mexer no chão. E hora de agir. Peguei minha funda, abasteci a mesma com uma das bolitas de atirador, mirei e atirei. O tiro saiu perfeito, bem no olho de um dos capangas que derrubou sua arma na hora, e caiu no chão urrando de dor. Municie meu bodoque novamente e atirei. Outro tiro certeiro no olho do outro capanga que também largou sua arma na hora. Rick já começara a se mexer. Corri até ele, e o puxei pela gola de seu casaco para perto da camioneta.

Depois de botar Rick em um local teoricamente mais seguro. Voltei atenção para os outros capangas que continuavam atirando em Novaes. Eu sabia que teria que me arriscar. Não tinha jeito. Só chamando atenção deles iria aliviar Novaes. Dessa vez municiei minha funda com duas bolitas. Iria ter que efetuar um tiro duplo. Respirei fundo. Fiz o sinal da cruz. E mais ágil que pude sai correndo em zig zag de trás da camioneta. Os tiros passavam a centímetros de mim. Quando cheguei a uma boa distância dos indivíduos, parei mirei com toda calma e atirei. Se algum dia eu senti minha vida em câmera lenta foi nesse momento. As balas passavam lambendo meu corpo. Conseguia velas passando sobre mim. Eu nunca dei um tiro duplo tão perfeito em minha vida. As bolitas partiram na velocidade de um raio. Uma atingiu a garganta de uma dos capangas e a outra entrou bem na boca do outro que caiu engasgado no mesmo instante. Fiquei parado por alguns segundos impressionado comigo mesmo com o belo tiro que havia dado. Só senti alguém me agarrando e puxando de volta para trás da camioneta. Era Novaes, ele já havia eliminado os capangas que eu acertara por primeiro. Rick já estava em plena consciência.

– Muito bem Marvin. Acabou com esses filhos da puta. Enquanto eu termino com o que resta daqueles no portão, vocês entram na casa e procuram Samanta Krall. – Falou Novaes, já deslocando em direção aos indivíduos.

Prontamente eu e Rick, deslocamos para adentrar na mansão do doutor Polanski. Na ida observamos os dois capangas da porta desmaiados.

– Parabéns Marvin. Se não fosse por você, estaríamos a sete palmos a essas horas. – Falou Rick Fallon dando me um tapinha nas costas.

– Estamos quites meu velho amigo. Vamos encerrar essa caso de vez agora. – Falei cumprimentando Rick Fallon e sorrindo.

Entramos na residência pela porta principal. A casa era enorme. Havia dois andares no mínimo. Logo na sala de entrada uma imensa escada vermelha que dava acesso ao piso superior.

– Vai dar um trabalhão procurar Samanta Krall nessa imensa mansão. Deve ter muitos esconderijos nesse lugar. – Falei para Rick Fallon já me preparando para as buscas.

– Creio que não seja necessário meu amigo. – Falou Rick Fallon apontando para escadas ondem desciam duas pessoas.

Meus olhos só poderiam estar me pregando uma peça. Não acreditava no que acabara de enxergar…

Texto de: Mauricio Prestes

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