O quarto é mínimo
a luz azul frita as paredes
o violão toma o canto
minhas roupas flutuam no cabide
A luz acende e
apaga

Lá fora há um bosque
em algum lugar
a chuva emudece as
agonias
eu ignoro a solidão
ela sempre sentiu atração
pelas minhas noites

Eu olho para o teto de concreto
eu estou aqui, eu sai,
eu fui, eu flui

A luz acende e
apaga
eu preciso descansar
há uma garrafa na cabeceira
um abajur queimado
o resto do dinheiro
amassado
minhas anotações queimadas
de café
e uma carteira de cigarro paraguaio

Eu escuto muitos passos
mas nenhuma
voz
e isso é maravilhoso…

Texto de: Vinícius Prestes Antipoeta )

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