Certa vez sai com uma prostituta, e ela disse que me amava. Foi a declaração de amor mais sincera que eu tive durante aquelas duas horas que meu dinheiro poderia pagar.

Nunca fui um homem de amores improfundos. Sempre procurei a significância em qualquer momento e qualquer corpo que minhas mãos tocassem.

Não vejo sinceridade na maioria das pessoas. Não vejo sinceridade na maioria dos romances. Já possui mulheres morrendo de amores por outro. E já perdi mulheres perdidamente apaixonada por mim nos braços de um qualquer.

Amei todas elas. Por algumas horas, por alguns dias ou por alguns meses. Desde o momento que as conheci até escaparem de mim, fui sincero. Nem sempre fui fiel, mas a sinceridade sempre foi verdadeira.

O “Eu Te Amo”, nunca foi algo pejorativo em minha boca. E sempre guardo os poucos que recebi em minha mente. Se um dia a mulher de sua vida chegar e lhe disser que já não lhe deseja mais. Acredite. Ela está sendo sincera. Desconfie do romantismo, mas nunca da tragédia.

Em mundo em que quase todos os romances podem ser comprados, acredito sinceramente na honestidade das putas. Todas me amaram, assim como eu amei a latinha de refrigerante que tirei da máquina.

 

Texto de: Mauricio Prestes

Curta a Pulp Stories!