Nua de corpo cálido, deitada aos meus pés
coberta das próprias longínquas e macias
madeixas
uma manha fria, mas com cheiro de sol
iluminada à raios de luz, que rasgam a nuvem

Bebo da garrafa o resto do vinho esquecido
e acendo um cigarro na boca do fogão
aqueço a água do café
e com violão em mãos
me limito aos acordes que sei
e
às batidas misturo minha poesia
compondo uma despedida em samba

Em memória de quem comigo,
bebeu, gozou e dormiu
memória que logo será distante
como a de todo amor fugaz
que nasce à noite no
bar
e morre pela manhã
na cama