Há luz, que parte o céu
antes, durante e depois
da chuva
revelando a cor,
do infinito pesar

Sai da sombra!

Sombra que engole a noite
e emudece tuas vontades
Há luz, em tudo que não fez
ser

Revolta-te!

Com a apatia diária
com o desgaste fosco de teus olhos
que mesmo quando brilham
sofrem

Para quebrar paredes de
espelhos
que só refletem a tua
dor

Há luz.

Não há túnel,
talvez nem mesmo
o fim

Estradas de mil curvas
guiaram-te até a certeza de que,
está perdido, no meio de uma
floresta sem saída

Mas a tua volta,
sempre que queira e possa
entender

Haverá infinitas manchas
de esperança

Varando todos os detalhes
do mundo
de teus piores
pesadelos

Siga!

A bússola que pulsa no teu peito
mas não tenha qualquer certeza
além das que, escolha por bem
ter

 

Texto de: Vinícius Prestes Antipoeta )

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