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Capítulo V

Ante o olhar atento e angustiado de Douglas, a casa pareceu tranquila até que o casal se aproximou.

Em outro momento, a loira que o quarto homem tinha ao lado teria chamado sua atenção. Os dois vinham abraçados. Mas quando ele viu que o outro percebeu a porta arrombada e sacou um revólver antes de entrar, o instinto de sobrevivência obliterou outros. E ele começou a torcer pelo passageiro que o sequestrara.

A loira deu uns passos pra trás e cruzou os braços sobre a barriga, depois de um débil tentativa de dissuadi-lo. Então ele entrou. Segundos de silêncio eterno. E os estampidos começaram. Douglas ouviu ela gritar e viu ela correr. E abaixou a cabeça, rezando.

Não foram mais que três ou quatro disparos. Mas pareceu durar mais.

A porta do táxi abriu quase em seguida. Douglas ergueu os olhos e viu o detetive segurando a chave das algemas e então jogando-a no meio da rua. Tinha uma expressão de medo e agonia.

– Você vai me levar pro médico. Se eu morrer, vai ser ruim pra nós dois.

E jogou-lhe o saco plástico.

Havia uma mancha vermelha na lateral de sua camisa. Enquanto Douglas dirigia, Júlio engoliu comprimidos de um frasco sem rótulo e puxou um rolo de fita prateada.

– Não para o carro. Eu cuido de quem tentar nos parar.

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Texto de: Luiz Hasse
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