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II

A estação de mineração era mais animada que a base. Havia ainda menos gente lá, não mais que vinte funcionários, divididos entre burocratas e supervisores, mas pelo menos havia movimento ao redor do prédio quadrangular. Um enorme descampado no meio da selva repleto de buracos semelhantes a gigantescas tocas por onde centenas de gronkas entravam e saiam, carregando escavadores sônicos e estabilizadores químicos nas mãos, e voltando com enormes cargas de minério bruto que traziam nas costas.

Os funcionários pareciam ser boa gente. Nenhum deles era pedante ou intrometido e no geral Andro deu-se com todos muito bem.

Ao olhar para a enorme horda de selvagens realizando o trabalho, ele riu-se internamente mais uma vez do aviso do oficial que substituíra ali. Não importava o quão solitário se sentisse, ele jamais iria querer proximidade com qualquer coisa que lembrasse um gronka, não importa se a biologia a classificasse como fêmea.

E, apesar disso, havia uma certa inquietação na situação, sim. Não havia mulheres ali. Nem entre os soldados, o que era comum, e nem entre os funcionários da mineradora também. Ninguém lhe deu uma explicação para isso e o assunto também não foi mencionado por ninguém. Mas ele era um oficial jovem, porém esperto, e não fazia perguntas de cuja resposta não tivesse absoluta necessidade.

Smiderle, o pequeno funcionário rechonchudo que dirigia o negócio ali, após mostrar-lhe toda a instalação e compartilhar alegremente duas taças de licor de antares como prova de boas vindas, lhe informou, desmanchando o sorriso:

– Comandante, tenho boas novas. Dentro de uma semana o transporte vai chegar e trazer carregamentos nossos e seus. Entre eles o pagamento para os gronkas. Posso contar com sua cooperação para entregá-lo a seu destino? A aldeia gronka é um lugar bonito de se visitar e estamos sempre ocupados aqui.

– Claro, seria um prazer.

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Texto de: Luiz Hasse
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