Waldemar era um trabalhador como outro qualquer. Acordava todo dia as cinco da manhã para assumir seu posto de motorista de condução urbana. Cumpria oito horas e quarenta e cinco minutos de carga horaria quase todos os dias com um dia de folga na semana. Em muitas vezes, em seus horários vagos fazia alguns bicos de motorista de van pegando crianças nas escolas.

Waldemar realmente era um trabalhador de primeira, que dedicava a sua vida para dar o melhor sustento a sua esposa Ofélia, e seus dois filhos. Ricardo Henrique o mais velho com dezesseis anos e Maria Beatriz com treze.

Mesmo se matando de trabalhar, e tendo poucas horas de lazer. Waldemar era feliz, porque amava sua família mais que tudo. E sua maior alegria era poder suprir as necessidades dos mesmos, e faze los felizes e tranquilos. Waldemar orgulhava se de manter sua esposa Ofélia, somente com os afazeres do lar e cuidando de seus filhos para obter uma boa educação.

Waldemar não possuía vícios. A única coisa que ele presava, era ir à missa aos domingos e fazer um belo almoço em família para completar o final de semana de paz e descanso. Ele era devoto de Nossa Senhora das Neves, e sempre que podia acendia uma vela para sua santa.

Certo dia depois de quase vinte anos de serviço na mesma empresa, Waldemar se notou com uma terrível indisposição estomacal. O dia era uma segunda feira, por volta das nove horas da manhã. Waldemar nunca havia faltado um dia se quer de serviço em todos esses anos passados de seu laboro árduo. Seu chefe de nome Haroldo, notou que Waldemar não estava passando muito bem, e devido ele ser um empregado exemplar sem nunca ter faltado ou sequer se atrasado algum dia, mandou Waldemar para casa sem ônus algum para o mesmo.

Waldemar meio constrangido e contrariado pela situação, resolveu acatar a ordem de seu chefe e deslocou para sua residência. Mas antes disso, Waldemar resolveu fazer uma surpresa para sua esposa. Ele passou em uma padaria, e comprou uma enorme torta de morangos, a que sua esposa Ofélia mais gostava. Afinal Waldemar amava sua esposa, e queria agrada lá de todas as formas que pudesse.

Era quase dez horas da manhã quando Waldemar chegara em casa. Ele sabia que seus filhos estavam na escola, e sua esposa estaria sozinha. Melhor ainda seria a surpresa que preparava para sua amada e devota Ofélia.

Waldemar entra em sua residência pé ante pé fazendo o mínimo de barulho possível. Sua esposa não estava na sala e nem na cozinha. Deduziu então que ela estaria no andar superior, em seu quarto com suíte e banheira de hidromassagem, que Waldemar suou sangue para construir. Waldemar então subiu as escadas fazendo o mínimo de barulho. Ao chegar no segundo andar, avistou a porta de seu quarto entreaberta. Adentrou ao cômodo, e verificou um certo agito na suíte. Waldemar já imaginava sua bela esposa nua em um belo banho de banheira. Waldemar então tirou toda a sua roupa e foi o mais devagar possível para enfim dar aquela surpresa em sua amada Ofélia.

Infelizmente foi Waldemar que teve a maior surpresa de sua vida. Ao abrir vagarosamente a porta do banheiro, verificou que sua esposa se encontrava nua sim. Mas cavalgando loucamente em cima de um sujeito negro o qual Waldemar não tinha a mínima ideia de sua identidade. A frenesi era tanta que o casal adultero mal percebeu que Waldemar encontrava se pelado, observando os, com a porta do banheiro escancarada.

Waldemar não teve dúvidas. Saiu antes que sua esposa vagabunda percebesse. Foi até o porão, e achou um revolver calibre trinta oito que havia ganhado de seu pai antes de sua morte. Verificou se o mesmo estava carregado, e retornou ao antro onde agora conseguia ouvir gemidos estridentes de sua esposa e urros insuportáveis de seu amante.

Waldemar de arma em punho, entrou em seu quarto com pontaria feita. Dessa vez não se importou em não fazer barulho. Ele queria ser notado. E foi.

Sua amada e devota Ofélia, ainda era. Ao ver Waldemar completamente nu e com arma em punho apontando para mesma e seu amante, apavorou-se e começou a brandar:

– Não é o que você está pensando meu amor. Foi apenas um deslize. Me perdoa por favor. Eu sou pecadora eu sei, mas pense em nossos filhos. Eu te amo mais que tudo. Isso não significa nada para mim. Abaixe essa arma e vamos conversar. Por favor Waldemar.

Waldemar com toda calma do mundo, sentou se na cômoda próximo ao vaso sanitário e disse:

– Os dois de pé, mas sem sair da banheira.

Sua esposa Ofélia tentou argumentar:

– Querido eu te amo. Vamos resolver isso. Deixa ele ir embora ai conversamos. Vai ficar tudo bem.

Waldemar com a arma em punho apontava de um para o outro até falar novamente:

– Os dois de pé sem sair da banheira.

Ofélia e seu amante vendo que Waldemar estava irredutível, resolveram obedecer. Quando os dois encontravam se de pé nus e cheio de espuma, Waldemar apontou a arma para o sujeito negro, e lhe deu um tiro bem no abdômen. O sujeito caiu na hora gritando e chorando. Ofélia já berrava desesperada. Quando Waldemar falou novamente:

– Não se preocupe, esse tiro não vai te matar. Vai apenas sangrar e ai posso te explicar o porque vou te matar. Sabe porque vou te matar?

Falou Waldemar calmamente apontando a arma para o sujeito que urrava de dor e clamava por socorro de Deus e qualquer santo que pudesse aparecer.

– Você vai morrer porque é burro. Com tanta mulher no mundo, resolveu comer esse bucho ai. Por causa de uma foda com uma vagabunda velha feia e caída, você vai morrer. E você o vagabunda, sabe porque vai morrer?

Falou Waldemar apontando arma agora para sua esposa que gritava e chorava em meio a espuma e ao sangue de seu amante:

– Pelo amor de Deus Waldemar. Não faça isso. Meu Deus socorro. Alguém me ajuda.

Waldemar com toda calma, continuou seu discurso:

– Sabe porque vai morrer vagabunda? Por alguns centímetros de piroca e uma manhã de prazer. Espero que tenha gozado bastante, porque agora você vai gozar no inferno com o capeta.

Waldemar calmamente tira uma moeda do bolso, aponta a arma para o sujeito que sangrava mais que um porco no matadouro e fala:

– Se der cara você morre e se der coroa a vagabunda morre.

Waldemar joga a moeda para cima e ao cair apara com a mão. Olha o resultado e dá um tiro bem na cara do sujeito negro fazendo seus miolos saltaram em sua esposa.

– Agora e sua vez vagabunda.

Waldemar mira e dispara bem no olho direito de sua ainda amada mulher, que cai com a cabeça explodida dentro da banheira.

Waldemar liga para polícia conta o que aconteceu, e aguarda sentado pelado em cima de sua cama. Ele é preso, julgado e condenado a mais de dez anos de prisão.

Hoje Waldemar é cozinheiro da cadeia e preso de confiança. Seu filho mais velho o visita de vez em quando. Sua filha nunca foi.

Waldemar aguarda apenas a morte…

Texto de: Mauricio Prestes – facebook.com/profile.php

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